- O ministro do Supremo André Mendonça e o advogado-geral da União Jorge Messias se abraçaram durante culto na Assembleia de Deus no Brás, nesta sexta-feira (21).
- Mendonça foi advogado-geral da União no governo Bolsonaro e, em seguida, indicado ao STF; Messias foi indicado por Lula para o STF, ainda aguardando sabatina no Senado.
- Ambos são evangélicos; a oposição aponta vínculos de Messias com o PT e questiona o papel de Lula e Dilma Rousseff na sabatina.
- Grupos identitários resistem à indicação de Messias, e o anúncio de que será sabatinado um homem branco é destacado em meio a pressões por uma mulher negra no STF.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, precisa agendar a sabatina; Lula participou de reunião no Planalto com líderes evangélicos para tratar do tema.
André Mendonça e Jorge Messias se abraçaram durante culto na Assembleia de Deus no Brás, nesta sexta-feira (21), em encontro que reacende o debate sobre possíveis alinhamentos para a sabatina no Senado. Mendonça, ministro do STF, já foi advogado-geral da União no governo Bolsonaro. Messias, atual AGU, foi indicado por Lula para o STF, mas ainda depende da sabatina.
A reunião entre os dois ocorre em meio a disputas políticas sobre vínculos e influências no processo de indicação. Messias é alvo de resistência de grupos identificatórios, enquanto a oposição repercute a relação entre Lula e Dilma Rousseff e o papel da sabatina. A análise crítica aponta histórico de rejeições ao cargo sob governos passados.
Em outra frente, Lula anunciou, no Dia da Consciência Negra, a escolha de um homem branco para a sabatina, o que provocou reação entre setores que defendem ausência de representatividade. O instituto Papo Reto observou que a Corte tende a manter maioria masculina até 2043, mesmo com futuras indicações de mulheres.
Contexto e bastidores
Após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, a AGU foi ao Planalto para reunião com Lula e líderes evangélicos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, precisa agendar a sabatina, mas ainda busca conversar com Lula antes de definir a data.
Cenário para a sabatina
A oposição sustenta que vínculos políticos podem influenciar o andamento do processo. Dados históricos indicam que apenas cinco ministros foram rejeitados ao cargo, todos no governo de Floriano Peixoto. Cabe ao Senado avaliar a indicação de Messias, com o presidente da Casa definindo a data.
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