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Governo tenta evitar derrota e Motta adia votação sobre a PF

O presidente da Câmara decidiu retirar o projeto da pauta em razão da falta de consenso, enquanto o governo busca evitar uma derrota no plenário.

Crédito: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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  • A votação do Projeto de Lei Antifacção, marcada para esta terça-feira, 11 de novembro, foi adiada para quarta-feira, 12, após impasse entre líderes; o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), retirou o texto da pauta por falta de consenso.
  • A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), convocou uma reunião de emergência com líderes do governo para reorientar a estratégia e ajustar o texto.
  • O projeto recebe críticas da Polícia Federal e de outros setores, especialmente após as mudanças propostas pelo relator Guilherme Derrite (Partido Progressista-SP); o novo parecer ainda não atende plenamente as expectativas do Planalto.
  • O governo enfrenta pressão para preservar a autonomia operacional da Polícia Federal e avalia mobilizar aliados para criticar o texto de Derrite, buscando novos ajustes antes de nova votação.

A votação do Projeto de Lei Antifacção, que estava marcada para esta terça-feira, 11 de novembro, foi adiada para quarta-feira, 12, após um impasse entre líderes partidários. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu retirar o projeto da pauta em razão da falta de consenso, enquanto o governo busca evitar uma derrota no plenário.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), convocou uma reunião de emergência com líderes do governo para reorientar a estratégia. O objetivo é ajustar o texto do projeto, que enfrenta críticas da Polícia Federal e de outros setores, especialmente após as mudanças propostas pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP). O novo parecer ainda não atende plenamente as expectativas do Planalto.

Pressão Sobre a Autonomia da PF

O governo está sob pressão para preservar a autonomia da Polícia Federal, enquanto tenta minimizar o desgaste político. O relatório de Derrite, que busca integrar a atuação da PF com as polícias estaduais, mantém condicionantes que, segundo integrantes do governo, comprometem a autonomia operacional da corporação. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, expressou preocupação, considerando o relatório anterior “inaceitável”.

Nos bastidores, o Planalto avalia mobilizar aliados para criticar o texto de Derrite, evidenciando o caráter político da situação. A expectativa é que o projeto receba novos ajustes antes de uma nova votação, buscando alinhar os interesses do governo e evitar que uma proposta originalmente apresentada seja aprovada em uma versão contrária aos seus objetivos.

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