- O Tribunal Superior Eleitoral iniciou nesta terça-feira, 4, o julgamento que pode cassar o mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), por abuso de poder político e econômico nas eleições de dois mil e vinte e dois; a denúncia aponta a criação de 27 mil cargos “fantasmas” para favorecer cabos eleitorais.
- A abertura do caso ocorre em meio aos desdobramentos da megaoperação policial nos Complexos Penha e Alemão, com 121 mortos e 113 presos; além de Castro, são investigados o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União).
- Segundo o Ministério Público Eleitoral, as contratações irregulares tinham como objetivo beneficiar a campanha de reeleição de Castro; a defesa afirma que as contratações foram legais e sem ligação com o pleito; o julgamento está sob a relatoria da ministra Isabel Gallotti e pode ter vista.
- O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro já havia rejeitado, no início deste ano, o pedido de cassação; o relator Rafael Estrela afirmou que não há provas suficientes de desvio de recursos de campanha.
- Em relação à operação policial, Castro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um relatório defendendo que as ações seguiram princípios constitucionais, destacando uso de câmeras corporais e prioridade ao socorro de feridos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início nesta terça-feira (4) ao julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ). Ele é acusado de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, quando foi reeleito. A denúncia envolve a criação de 27 mil cargos “fantasmas” para favorecer cabos eleitorais.
A situação de Castro se agrava em meio aos desdobramentos de uma megaoperação policial que ocorreu na semana passada nos Complexos da Penha e do Alemão, resultando em 121 mortos e 113 presos. A operação, realizada pelas forças de segurança do governo estadual, colocou o governador no centro de um intenso debate político e judicial. Além de Castro, o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), também estão sendo investigados.
Denúncias e Defesa
O Ministério Público Eleitoral (MPE) alega que as contratações irregulares visavam beneficiar a campanha de reeleição de Castro. A defesa do governador, no entanto, refuta as acusações, afirmando que todas as contratações foram legais e sem ligação com o pleito eleitoral. O julgamento, que ocorre sob a relatoria da ministra Isabel Gallotti, pode ser adiado caso haja pedidos de vista.
No início deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já havia rejeitado um pedido de cassação. Os advogados de Castro sustentam que a decisão foi correta e baseada em provas adequadas. O relator do TRE, desembargador Rafael Estrela, declarou que não existem provas suficientes de intenção de desvio de recursos de campanha.
Relato sobre a Operação Policial
Em um movimento estratégico, Cláudio Castro enviou um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a operação policial, defendendo que todas as etapas seguiram os princípios constitucionais. Ele destacou que a atuação das forças de segurança foi um exercício legítimo do poder de proteção da sociedade, reafirmando o compromisso com a legalidade e os direitos humanos. Castro também mencionou que todos os agentes usaram câmeras corporais durante a operação e que houve prioridade no socorro a feridos.
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