- Megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho deixou 121 mortos e expôs a politização da segurança pública, com a disputa entre governo estadual e federal ganhando contornos para as eleições de 2026.
- O governador Cláudio Castro afirma omissão do governo federal e diz que a operação foi defesa do estado; a Marinha foi consultada e a Polícia Federal alegou não participação.
- Castro disse não ter pedido Garantia da Lei e da Ordem (GLO) devido a pedidos anteriores terem sido negados; o Ministério da Justiça afirmou não ter recebido qualquer solicitação.
- Governadores da oposição reuniram-se virtualmente e criaram um consórcio interestadual para o combate ao crime, sem participação do governo federal, para fortalecer as ações das polícias estaduais.
- O presidente Lula prometeu apoio federal e citou a PEC da Segurança em discussão no Congresso; científicos políticos alertam que a politização do tema pode comprometer as políticas de segurança além das disputas eleitorais.
A megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra a facção criminosa Comando Vermelho, que resultou em 121 mortos, expôs a politização da segurança pública no estado. O governador Cláudio Castro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão em um embate que se intensifica à medida que as eleições de 2026 se aproximam. Castro, que planejou a operação por meses, criticou a omissão do governo federal no combate ao crime organizado, afirmando que a ação foi uma defesa do estado, não apenas uma operação de segurança pública.
Durante a operação, Castro afirmou que não solicitou apoio federal devido a pedidos anteriores serem negados. Ele declarou que o governo federal deveria ter oferecido mais suporte, especialmente em situações de guerra contra o crime. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, rebateu, afirmando que não recebeu qualquer solicitação do governador. Outros membros do governo federal também criticaram a administração estadual, sugerindo que o Rio deveria intensificar o combate ao contrabando de combustíveis, uma das fontes de financiamento do crime.
Criação de um Consórcio Interestadual
Após a operação, governadores de oposição se reuniram virtualmente para oferecer apoio a Castro. A partir dessa reunião, foi anunciado um consórcio interestadual para o combate ao crime, sem a participação do governo federal. Essa união visa fortalecer a atuação das polícias estaduais e contrabalançar o protagonismo do governo Lula na segurança pública.
Lula, por sua vez, prometeu apoio federal e mencionou a PEC da Segurança em discussão no Congresso. O presidente enfatizou a necessidade de um esforço conjunto para enfrentar o crime organizado, destacando que a violência é uma preocupação crescente entre os brasileiros, segundo pesquisa recente. O cientista político Samuel Oliveira alertou que a politização do tema pode comprometer a eficácia das políticas de segurança pública, que deveriam ser uma prioridade além das disputas eleitorais.
Entre na conversa da comunidade