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PT atualiza militância nas redes sociais e defende regulação

PT promove seminário em 14 de setembro com lideranças e plataformas (TikTok, YouTube/Google, Meta, Kwai) para qualificar militância e unificar comunicação

Partido busca recuperar o terreno digital perdido para apoiadores da direita, que têm mais engajamento nas redes sociais. (Foto: Julian Christ/Unsplash)
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  • O Partido dos Trabalhadores realizou, no dia 14 de outubro, um seminário com lideranças do PT e representantes de plataformas como TikTok, YouTube, Meta e Kwai para qualificar a militância e recuperar espaço digital perdido para a direita.
  • O evento teve foco na modernização da comunicação e na adoção de uma política de comunicação mais unificada, com ações digitais como TV de ações em curso.
  • O PT já havia convocado militantes e influenciadores de esquerda para apoiar publicações em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a própria legenda, com Êden Valadares, secretário nacional de Comunicação, destacando a oficina como oportunidade de treinamento.
  • Segundo dados da MonitoraBR, a direita lidera engajamento entre políticos com 1,5 milhão de interações por post, ante 178,6 mil da esquerda, evidenciando o desafio de ampliar a presença do PT nas redes.
  • Em julho, o partido investiu R$ 189 mil em vídeos impulsionados que criticavam o Congresso, usando inteligência artificial para criar conteúdo; a campanha mais cara abordou a taxação de super-ricos, alinhando estratégia de diálogo mais central e acessível.

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou um seminário no dia 14 de outubro, com o objetivo de recuperar espaço digital perdido para a direita, que atualmente apresenta maior engajamento nas redes sociais. O evento contou com a participação de lideranças do PT e representantes de plataformas como TikTok, Google/YouTube, Meta e Kwai, focando na qualificação da militância.

Essa iniciativa surge após o partido convocar militantes e influenciadores de esquerda para promover publicações em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, ressaltou que a modernização da comunicação é um compromisso da gestão atual. “As oficinas com as redes sociais são uma oportunidade de qualificação e treinamento da militância”, afirmou Valadares.

Desafios e Estratégias

A diferença de engajamento entre as esferas política é significativa. O deputado federal de direita Nikolas Ferreira (PL-MG) lidera com 1,5 milhão de interações por post, enquanto a esquerda, representada por Érika Hilton (PSOL-SP), alcança 178,6 mil interações. Segundo dados da plataforma MonitoraBR, a direita se consolidou como a força ideológica predominante, com 56% dos políticos mais influentes.

Além disso, o PT defende publicamente a regulação das plataformas digitais, o que contrasta com sua busca por fortalecer a presença nas redes. Em julho, o partido investiu R$ 189 mil em vídeos impulsionados que criticavam o Congresso, utilizando inteligência artificial para criar conteúdo engajador. A campanha mais custosa focou na taxação de super-ricos, refletindo uma tentativa de diálogo mais central e acessível.

Essa abordagem visa não apenas aumentar a visibilidade do partido, mas também estabelecer uma política de comunicação mais unificada e eficaz, em resposta ao cenário digital competitivo.

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