- A Executiva Nacional do União Brasil afastou o ministro Celso Sabino das atividades partidárias em oito de outubro, em meio à reestruturação após a federação com o PP; a medida também atinge o ministro André Fufuca e envolve uma intervenção no Diretório do Pará, com processo ético em até sessenta dias.
- O afastamento de Sabino foi classificado como suspensão cautelar e foi articulado pelo governador Ronaldo Caiado.
- Sabino afirmou que permanecerá no governo até a COP trinta, que será realizada em Belém, e criticou as decisões do partido, dizendo serem equivocadas.
- O Diretório do Pará ficará sob comissão provisória, refletindo a nova estratégia do União Brasil para atuar como oposição.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou as pressões partidárias, criticou União Brasil e Partido Progressista, e disse que quem quiser apoiar a extrema direita que o faça; o desfecho pode influenciar a COP trinta e a eleição no Pará.
A Executiva Nacional do União Brasil decidiu, no dia 8 de outubro, afastar o ministro Celso Sabino das atividades partidárias. A medida ocorre em meio a uma reestruturação interna após a federação com o PP e também atinge o ministro André Fufuca. Ambos os ministros foram convocados a deixar o governo devido à nova postura do partido, que se posiciona como oposição.
O afastamento de Sabino, articulado pelo governador Ronaldo Caiado, foi classificado como uma “suspensão cautelar”. O partido instaurou um processo ético que deve ser analisado pelo Conselho de Ética em até 60 dias. Em resposta, Sabino afirmou que permanecerá no governo até a COP 30, que ocorrerá em Belém, e criticou as decisões do partido, chamando-as de “equivocadas”.
Reações e Implicações
Sabino, que planeja usar a COP 30 como plataforma de campanha para o Senado em 2026, expressou apoio de parte da bancada e ressaltou a importância de sua permanência no governo. Ele declarou que não vê como “oportuno” deixar o cargo nesse momento, destacando sua participação na organização do evento.
Caiado, por sua vez, enfatizou a necessidade de o partido se posicionar claramente como oposição e chamou Sabino de “traidor”. A intervenção no diretório do Pará, que será gerida por uma comissão provisória, também foi anunciada, refletindo a nova estratégia do União Brasil.
Contexto Político
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou as pressões dos partidos e reafirmou que não implorará por apoio nas eleições de 2026. Ele criticou a postura de União Brasil e PP, afirmando que quem quiser apoiar a extrema direita que o faça, pois a sua administração seguirá firme.
O desdobramento desse conflito interno no União Brasil poderá impactar a dinâmica política em torno da COP 30 e a corrida eleitoral do próximo ano, especialmente no estado do Pará, onde Sabino busca uma cadeira no Senado.
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