- Uma ala radical do Partido Liberal (PL) está articulando para centralizar o comando em Eduardo Bolsonaro e reduzir o papel de Jair Bolsonaro. Eles acreditam que o ex-presidente não está em condições de liderar e que Eduardo é o substituto natural.
- A disputa interna se intensificou após troca de ofensas públicas entre Eduardo Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
- Para essa ala, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar e com problemas de saúde, não estaria em condições de liderar. Eduardo Bolsonaro é visto como o único capaz de manter a narrativa de confronto contra o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal (STF).
- Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, tentou acalmar os ânimos, mas Eduardo Bolsonaro rejeitou apoiar o projeto de anistia PL da Dosimetria.
- O endurecimento de Eduardo Bolsonaro preocupa aliados de Jair Bolsonaro, que temem que a inflexibilidade do deputado possa afetar acordos no Congresso.
**Disputa interna no PL coloca Eduardo Bolsonaro como herdeiro político**
Uma ala mais radical do Partido Liberal (PL), composta por deputados bolsonaristas, está articulando para dar centralidade a Eduardo Bolsonaro e reduzir o protagonismo de seu pai, Jair Bolsonaro. Eles acreditam que o ex-presidente não está em condições de liderar e que Eduardo é o substituto natural. Essa ala tem ganhado força nas últimas semanas, com deputados afirmando que apenas as decisões de Eduardo devem ser consideradas como expressão do “bolsonarismo verdadeiro”. A disputa interna se intensificou após troca de ofensas públicas entre Eduardo e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
**Bolsonarismo sem Bolsonaro**
O movimento que busca centralizar o comando do PL em Eduardo Bolsonaro parte da conclusão de que o movimento bolsonarista não está centrado no ex-presidente, mas sim em uma estratégia política de extrema-direita voltada a interesses conservadores no Congresso. Para essa ala, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar e enfrentando problemas de saúde, não estaria em condições de liderar. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, por sua vez, é visto como o único capaz de manter viva a narrativa de confronto contra o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal (STF).
**Tensão entre Eduardo e Valdemar**
A troca de ofensas públicas entre Eduardo Bolsonaro e Valdemar Costa Neto acirrou ainda mais a disputa interna no PL. Valdemar acusou Eduardo de “ajudar a matar o pai” ao ensaiar uma candidatura presidencial sem o aval de Jair. Em resposta, Eduardo chamou o presidente nacional do PL de “canalha” e denunciou “hantagens” contra o ex-presidente. Essa troca de farpas públicas evidencia a crescente tensão entre as duas figuras dentro do partido.
**Sóstenes tenta conter o racha**
Em meio ao impasse, Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, viajou aos Estados Unidos nesta semana para tentar acalmar os ânimos e conter o radicalismo de Eduardo. No entanto, o deputado federal rejeitou qualquer possibilidade de apoiar o chamado PL da Dosimetria – projeto de anistia costurado no Congresso para beneficiar golpistas. Eduardo insiste que só aceitará uma anistia ampla e irrestrita, que contemple Jair Bolsonaro e os condenados pelo STF.
**Consequências políticas**
O endurecimento de Eduardo Bolsonaro preocupa aliados próximos ao ex-presidente, que temem que a inflexibilidade do deputado imploda acordos em andamento no Congresso. Ainda assim, a ala mais radical do bolsonarismo já sinaliza que seguirá apenas as orientações do deputado, enxergando nele o único capaz de manter viva a narrativa de confronto contra o ministro Alexandre de Moraes e o STF.
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