- Três policiais militares foram denunciados e irão a júri popular pelo assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), ocorrido em novembro do ano passado no aeroporto de Guarulhos.
- O cabo Denis Antonio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues são acusados de disparar contra Gritzbach, enquanto o tenente Fernando Genauro da Silva é apontado como motorista do veículo usado na fuga.
- Os três PMs estão presos e negam envolvimento no crime.
- Mandantes do assassinato, Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreira, e Diego dos Santos Amaral, o Didi, estão foragidos, assim como Kauê do Amaral Coelho, que localizou Gritzbach.
- O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso como um acerto de contas ligado a uma organização criminosa que envolveu policiais militares.
Três policiais militares foram denunciados e serão levados a júri popular pelo assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC, morto em novembro do ano passado no aeroporto de Guarulhos. O cabo Denis Antonio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues são acusados de disparar contra Gritzbach, enquanto o tenente Fernando Genauro da Silva é apontado como o motorista do veículo utilizado na fuga. A decisão foi proferida pela Vara do Júri da Comarca de Guarulhos.
Os três PMs estão presos e suas defesas negam a participação no crime. Outros réus, como os mandantes do assassinato, Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreira, e Diego dos Santos Amaral, o Didi, permanecem foragidos. Também está foragido Kauê do Amaral Coelho, identificado como o olheiro que localizou Gritzbach para os executores.
A investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) aponta que o assassinato foi um acerto de contas, resultado de uma organização criminosa que envolveu policiais militares. Gritzbach, que havia rompido com o PCC, era acusado de ser responsável pela morte de dois membros da facção e por um desvio de R$ 100 milhões em criptomoedas.
Além do assassinato de Gritzbach, o grupo também é acusado pela morte do motorista de aplicativo Celso Araújo de Sampaio Novais, que foi atingido durante o tiroteio. A Justiça Militar, recentemente, decidiu soltar três dos 15 PMs que faziam parte da escolta de Gritzbach, que respondem por outros crimes, mas não pelo assassinato.
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