- O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado em Praia Grande no dia 15 de setembro.
- O crime ocorreu em uma emboscada, onde ele recebeu doze tiros de fuzil.
- As investigações indicam que o assassinato pode ser uma retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC), que já havia ameaçado sua vida.
- Quatro suspeitos foram presos, incluindo um identificado como Janeferson Aparecido Mariano Gomes, conhecido como Nefo.
- O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso e busca identificar o mandante do crime.
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado em Praia Grande no dia 15 de setembro, em uma emboscada que resultou em 12 tiros de fuzil. O crime é investigado como uma possível retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que já havia ameaçado sua vida anteriormente.
Fontes estava sob vigilância de criminosos há pelo menos um mês, conforme revelado por um relatório do Ministério Público. O documento, divulgado pelo programa Fantástico, detalha planos de atentados contra autoridades, incluindo Ruy e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya. As investigações indicam que as ordens para o assassinato foram dadas de dentro dos presídios, com um dos suspeitos identificado como Janeferson Aparecido Mariano Gomes, conhecido como Nefo.
Dinâmica do Crime
Câmeras de segurança registraram a movimentação de um carro branco que seguia Ruy desde 18 de agosto, mapeando sua rotina. No dia do crime, uma SUV preta aguardava em frente ao local de trabalho do ex-delegado, enquanto o veículo que o perseguia estava a dois quilômetros de distância, pronto para a fuga. Durante a execução, foram disparados 21 tiros, e o carro de Ruy ficou com 29 perfurações.
Apesar de ter um histórico de ameaças desde 2006, Ruy não solicitou proteção. A legislação atual não prevê escolta para policiais aposentados, e ele não utilizava carro blindado no momento do ataque. Em 2019, após assumir como delegado-geral, Ruy havia comandado a transferência de líderes do PCC para presídios federais, o que pode ter intensificado as ameaças contra ele.
Investigação em Andamento
O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está à frente das investigações e já prendeu quatro suspeitos, enquanto outros três permanecem foragidos. Entre os detidos, Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como “Azul”, é apontado como um dos líderes do PCC na Baixada Santista. A polícia busca identificar o mandante do crime e investiga a possível participação de agentes de segurança.
A brutalidade do assassinato e a complexidade das investigações refletem a gravidade da situação do tráfico de drogas em São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a ligação do PCC com o crime e reforçou a importância de denúncias anônimas.
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