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Relator expande PEC da Segurança Pública após assassinato de ex-delegado de SP

Deputado Mendonça Filho propõe mudanças na PEC da Segurança Pública após o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, visando endurecer leis contra o crime organizado

Deputado Mendonça Filho e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante audiência sobre a PEC na Câmara (Foto: Reprodução)
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  • O assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorreu na Praia Grande e levantou preocupações sobre segurança pública no Brasil.
  • Fontes investigava o Primeiro Comando da Capital (PCC) e foi emboscado por homens armados.
  • Após o crime, o deputado Mendonça Filho (União-PE) propôs alterações na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, incluindo medidas como prisão em segunda instância e confisco de bens.
  • O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou um projeto para cortar o fluxo financeiro das facções e proteger policiais.
  • O Congresso discute propostas para garantir a segurança de autoridades ameaçadas, incluindo escolta para membros do Judiciário e do Ministério Público.

O assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na Praia Grande, gerou um clamor por mudanças na segurança pública no Brasil. Fontes, que investigava o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi emboscado e morto por homens armados, um crime que evidencia a crescente influência do crime organizado.

Após o assassinato, o deputado Mendonça Filho (União-PE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, sugeriu a inclusão de medidas rigorosas no texto. Entre as propostas estão a prisão em segunda instância, o confisco antecipado de bens e o endurecimento da progressão de regime para líderes de facções. Mendonça destacou a necessidade de “desideologizar” o debate para facilitar a aprovação da PEC, que visa fortalecer o papel da União nas diretrizes de segurança.

Medidas de Proteção

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também se manifestou sobre o tema. Ele anunciou que está elaborando um projeto de lei para cortar o fluxo financeiro das facções e permitir a infiltração de agentes entre os criminosos, prática já utilizada em países como Itália e Estados Unidos. Lewandowski enfatizou a importância de proteger policiais que atuam na linha de frente contra o crime, uma medida que poderia ter evitado a morte de Fontes.

Paralelamente, o Congresso discute propostas para garantir a segurança de autoridades ameaçadas. Um projeto de Sergio Moro (União-PR) prevê escolta para membros do Judiciário e do Ministério Público em risco, já aprovado no Senado e aguardando votação na Câmara. Outra proposta, do deputado Delegado Palumbo (MDB-SP), sugere o uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para proteger autoridades ameaçadas.

Alterações na Legislação

As sugestões de Mendonça Filho podem impactar direitos constitucionais, como a presunção de inocência e a individualização da pena. Ele argumenta que é necessário um tratamento diferenciado para líderes do crime organizado em comparação a delitos menores, uma abordagem já adotada em democracias que enfrentam o crime organizado. O relator afirmou que está ouvindo diversos setores para construir uma maioria em torno da PEC, que busca enfrentar o avanço do crime no Brasil.

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