- A eleição presidencial do Chile ocorrerá em 16 de novembro, com campanhas já iniciadas.
- Os principais candidatos são Jeannette Jara, do Partido Comunista, e José Antonio Kast, do Partido Republicano.
- Jara e Kast estão em empate técnico nas intenções de voto, com 26% e 25%, respectivamente.
- Evelyn Matthei, da União Democrática Independente, caiu para 18% nas pesquisas.
- A segurança e o aumento da criminalidade são temas centrais nas campanhas, com propostas divergentes entre os candidatos.
A eleição presidencial do Chile ganha novo impulso com o início das campanhas para o pleito marcado para 16 de novembro. O cenário é marcado por um descontentamento popular crescente, após os protestos de 2019 e a rejeição de uma nova Constituição progressista. Os principais candidatos são Jeannette Jara, da coalizão de esquerda do Partido Comunista, e José Antonio Kast, do Partido Republicano, um político de ultradireita que já disputou a presidência em 2021. Evelyn Matthei, da União Democrática Independente, enfrenta dificuldades e aparece em terceiro lugar nas pesquisas.
As últimas sondagens do instituto Cadem indicam que Jara e Kast estão em um empate técnico, com 26% e 25% das intenções de voto, respectivamente. Matthei, que liderou as pesquisas no início do ano, caiu para 18%. O aumento da criminalidade e a segurança são temas centrais nas campanhas, refletindo as preocupações dos eleitores. Embora o Chile seja considerado um dos países mais seguros da América Latina, a violência ligada ao crime organizado tem gerado uma sensação de insegurança crescente.
Kast propõe medidas rigorosas, como o fechamento de fronteiras e a criação de presídios de segurança máxima, enquanto Jara defende o aumento de recursos para a polícia e programas sociais. A eleição pode representar uma mudança significativa no cenário político chileno, com a possibilidade de um segundo turno em 14 de dezembro, caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos. Essa disputa ocorre em um contexto de reviravoltas políticas na América Latina, onde a direita tem recuperado espaço em países como Argentina e Equador.
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