- O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou o fim dos benefícios vitalícios para ex-primeiros-ministros a partir de 2026.
- A decisão visa reduzir gastos do governo e restaurar a confiança pública em meio a uma crise política.
- Lecornu, que é o terceiro primeiro-ministro em nove meses, argumentou que não é aceitável que ex-membros do governo mantenham vantagens vitalícias.
- A proteção policial para ex-primeiros-ministros será mantida, mas outros benefícios, como veículos e motoristas, terão prazo limitado.
- O primeiro-ministro busca apoio entre partidos para aprovar o orçamento de 2026, após protestos contra cortes orçamentários propostos por seu antecessor, François Bayrou.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou na noite de segunda-feira o fim dos benefícios vitalícios para ex-primeiros-ministros a partir de 2026. A decisão ocorre em meio a uma crise política no país, marcada por frequentes mudanças na liderança do governo. Lecornu, que assumiu o cargo recentemente, é o terceiro primeiro-ministro em apenas nove meses.
Em suas declarações, Lecornu afirmou que não é “concebível” que ex-membros do governo continuem a desfrutar de vantagens vitalícias por conta de um status temporário. Ele também destacou que a proteção policial para esses ex-primeiros-ministros será renovada conforme os riscos, mas que outros benefícios, como veículos e motoristas, serão limitados no tempo.
Contexto Político
A crise política na França se intensificou após os protestos contra os cortes orçamentários propostos pelo antecessor de Lecornu, François Bayrou, e contra o presidente Emmanuel Macron. O novo primeiro-ministro busca apoio entre os diferentes partidos para garantir a aprovação do orçamento de 2026, em um cenário em que seu governo de centro-direita precisa de uma maioria no Parlamento.
Lecornu tem se empenhado em dialogar com diversas legendas para reunir os votos necessários. A expectativa é que a proposta de orçamento enfrente resistência, especialmente após os recentes descontentamentos populares. A decisão de cortar benefícios vitalícios é vista como uma tentativa de restaurar a confiança pública e reduzir os gastos do governo em tempos de crise.
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