- Josevan Dionisio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, foi preso em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
- Ele é um dos principais suspeitos do assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, ocorrido em agosto de 2023.
- Mãe Bernadete foi morta com 22 tiros em sua casa, após resistir à construção de um bar ligado ao tráfico de drogas em área de preservação.
- Josevan se entregou à polícia após fazer reféns, incluindo sua família, e foi considerado o “Nove de Ouro do Baralho do Crime”.
- O Ministério Público já denunciou cinco pessoas pelo homicídio triplamente qualificado de Mãe Bernadete, incluindo o mandante, que está foragido.
Um dos principais suspeitos do assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, ocorrido em agosto de 2023, foi preso na manhã desta sexta-feira, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Josevan Dionisio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, foi detido após fazer reféns e se entregar à polícia. Ele é considerado o “Nove de Ouro do Baralho do Crime”, uma lista da Secretaria de Segurança Pública da Bahia que identifica foragidos perigosos.
O crime que chocou a comunidade quilombola foi motivado pela resistência de Mãe Bernadete à construção de um bar ligado ao tráfico de drogas em área de preservação. A líder foi assassinada com 22 tiros em sua casa, localizada no Quilombo Pitanga dos Palmares. As investigações revelaram que seu assassinato foi encomendado por traficantes que a viam como um obstáculo para a expansão de atividades ilegais na região.
Josevan foi cercado por policiais e, ao se trancar em sua residência, fez sua mulher e filhos como reféns. Após negociações, ele se entregou às autoridades, que apreenderam uma pistola no local. O Ministério Público já denunciou cinco pessoas pelo homicídio triplamente qualificado de Mãe Bernadete, incluindo Marílio dos Santos, que é apontado como o mandante e ainda está foragido.
A luta de Mãe Bernadete em defesa da comunidade quilombola e contra o tráfico de drogas a expôs a diversas ameaças ao longo dos anos. Apesar de estar sob proteção do governo, a vigilância não foi suficiente para evitar sua morte brutal. A comunidade continua a enfrentar a violência e a pressão de grupos criminosos na região.
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