- Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, publicou vídeos defendendo a criação da CPI do Master e conectou o caso ao PT nacional e à Bahia.
- A ação da Polícia Federal ocorreu na investigação Compliance Zero, que apura crimes financeiros envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
- Segundo as apurações, Ciro Nogueira recebia mesada de até R$ 500 mil do empresário Vorcaro, além de ter usufruído de hotel de luxo e refeições dispendiosas.
- O governo petista é citado no material de Flávio, que aponta supostas ligações entre o Master e o PT em nível nacional e na Bahia.
- O PT já reconheceu que errou ao não liderar a articulação pela CPI do Master, enquanto cresce o debate sobre a criação de uma CPMI (comissão parlamentar mista) para investigar o caso.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, pediu a criação de uma CPI do Master, alegando supostas ligações entre o banco e o PT. Ele divulgou vídeos nas redes defendendo a investigação horas após a Polícia Federal prender na quinta-feira um aliado da família Bolsonaro. A operação integra a fase Compliance Zero, que apura crimes financeiros envolvendo o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.
As gravações de Flávio destacaram uma suposta rede de relações entre o Master e o PT, citando ligações com políticos do partido no Brasil e na Bahia. O vídeo da quinta-feira acusa o crescimento do banco e questiona quem se beneficiou, além de mencionar supostas ligações com a cúpula nacional e regional do PT. A segunda publicação ocorreu na manhã de sexta, reforçando as mesmas críticas sem apresentar novas provas.
A PF fez buscas e apreensões na casa de Ciro Nogueira, aliado da família Bolsonaro, em ação ligada ao caso. Nogueira vinha sendo apontado pelo grupo governista como figura-chave para entender a possível relação entre o Master e o ambiente político. O Ministério Público e a Polícia Federal não divulgaram detalhes adicionais sobre o andamento do inquérito no momento.
No âmbito legislativo, o movimento pela criação de uma CPMI ou de uma CPI específica sobre o Master já existe há meses. Deputados e senadores próximos a distintas coalizões protocolaram pedidos, mas ainda não houve a instalação formal. A expectativa é obter apoio suficiente para abrir a investigação parlamentar.
O elo entre o Master e a Bahia envolve Augusto Lima, ex-sócio do Master e atual ligado a Rui Costa e Jaques Wagner, ex-governadores da Bahia. Lima participou de aquisições relevantes durante privatizações regionais, e a operação posterior ligou esse movimento a estágios de relação com o Banco Master. AAdvogada área relacionada indicou possível envolvimento de figuras regionais, sem confirmação adicional.
À esquerda, apoiadores aproveitaram a cobertura da ação policial para associar Flávio Bolsonaro a episódios anteriores envolvendo o aliado Ciro Nogueira, com citações de entrevistas de 2025 em que Flávio elogiava o então colega. O conteúdo circulou nas redes, ampliando a disputa pela leitura do que envolve o caso Master e suas conexões políticas.
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