- O Brasil está sendo considerado para se tornar membro da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), que cresceu de cinco para 27 países desde 2001.
- O diplomata chinês Fan Xianrong afirmou que o Brasil seria bem-vindo, destacando a abertura do grupo para nações que compartilhem seu “espírito”.
- A declaração ocorreu em Pequim, após a cúpula da OCX em Tianjin, realizada entre 31 de agosto e 1 de setembro.
- A adesão do Brasil poderia aumentar sua presença na Ásia Central, onde suas relações comerciais são limitadas.
- O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, indicou que a decisão sobre a adesão dependerá de uma avaliação cuidadosa do governo brasileiro.
O Brasil está sendo considerado para se tornar membro da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), um bloco de segurança que cresceu de cinco para 27 países desde sua fundação em 2001. O diplomata chinês Fan Xianrong declarou que o Brasil seria bem-vindo, destacando a abertura do grupo para nações que compartilhem seu “espírito”, que inclui confiança mútua e respeito à diversidade.
A declaração foi feita durante uma coletiva em Pequim, após a recente cúpula da OCX em Tianjin, realizada entre 31 de agosto e 1 de setembro. Fan enfatizou que o grupo busca um multilateralismo que contrasta com o unilateralismo promovido pelos Estados Unidos. Ele não revelou quais países estão na fila para adesão, mas reforçou que o Brasil, sendo uma nação significativa, poderia ser um candidato viável.
Implicações da Adesão
A adesão do Brasil à OCX poderia aumentar sua presença na Ásia Central, uma região onde suas relações comerciais ainda são limitadas. Recentemente, a Embraer anunciou a venda de cargueiros militares para o Uzbequistão, evidenciando o potencial econômico da área. Contudo, a entrada no bloco também levanta preocupações sobre possíveis retaliações por parte de países ocidentais, especialmente os Estados Unidos, que já demonstraram descontentamento com a aproximação do Brasil a alianças como o Brics.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência, chegou a Pequim logo após a cúpula e, ao ser questionado sobre a adesão do Brasil à OCX, não se comprometeu, mas insinuou que a possibilidade existe. A decisão final, segundo ele, dependerá de uma avaliação cuidadosa por parte do governo brasileiro.
O Futuro da Diplomacia Brasileira
A OCX, que inicialmente focava em disputas de fronteira na Ásia Central, evoluiu para um fórum que busca apresentar uma alternativa ao modelo ocidental. A entrada do Brasil nesse contexto exigirá um cálculo pragmático da diplomacia brasileira, considerando tanto as oportunidades quanto os riscos associados a essa nova aliança.
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