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Início do julgamento de Gérard Lhéritier, conhecido como ‘rei dos manuscritos’, em Paris

Gérard Lhéritier é julgado por fraude comercial e engano em grupo, com prejuízo estimado em €1,2 bilhões, em Paris.

Homem em julgamento em Paris, com expectativa de duração de 15 sessões até 3 de outubro (Foto: Reprodução)
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  • Gérard Lhéritier, conhecido como “Rei dos manuscritos”, será julgado em Paris por fraude comercial e engano em grupo.
  • O prejuízo estimado é de €1,2 bilhões, o que pode caracterizar um dos maiores esquemas Ponzi da França.
  • As acusações surgiram em 2015, quando sua empresa, Aristophil, foi liquidada após a suspeita de inflar o valor de ativos.
  • A coleção de Lhéritier, com 135 mil itens raros, foi leiloada por apenas €108 milhões, representando menos de 12% do valor investido pelos clientes.
  • O julgamento, que começa hoje e deve durar até 3 de outubro, envolve outros colaboradores, todos acusados de envolvimento nas fraudes.

Gérard Lhéritier, conhecido como o “Rei dos manuscritos”, enfrenta um julgamento em Paris por fraude comercial e engano em grupo, com um prejuízo estimado em €1,2 bilhões. O caso, que pode ser um dos maiores esquemas Ponzi da França, se origina de acusações que surgiram em 2015, quando sua empresa, Aristophil, foi liquidada.

Lhéritier, que acumulou uma coleção de 135 mil itens raros, viu sua fortuna desmoronar após a acusação de inflar o valor de seus ativos e usar o dinheiro de novos investidores para pagar os antigos. Desde então, sua coleção foi leiloada por apenas €108 milhões, representando menos de 12% do valor total investido pelos clientes, que somava €850 milhões.

O julgamento, que começa hoje e deve durar até 3 de outubro, também envolve outros colaboradores, incluindo um professor de direito e um notário, todos acusados de envolvimento nas fraudes. Lhéritier, que sempre negou qualquer irregularidade, afirmou que seu sistema era legal e que a falência de Aristophil se deu pela apreensão de seus ativos.

Em sua trajetória, Lhéritier começou investindo em joias e selos, antes de se especializar em manuscritos, oferecendo a possibilidade de compra em esquema de copropriedade. Ele prometia retornos de 40% em cinco anos, atraindo muitos investidores de classe média. O caso levanta questões sobre a regulação do mercado de colecionáveis e a proteção dos investidores.

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