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EUA podem impor novas restrições ao visto brasileiro antes da Assembleia da ONU

EUA dificultam entrada de delegação brasileira na ONU com taxas e atrasos na emissão de vistos, elevando tensões diplomáticas

Sede da ONU em Nova York, onde ocorre a 80ª Assembleia Geral (Foto: Reprodução)
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  • O Brasil enfrenta novas restrições nas políticas de visto dos Estados Unidos, com o fim da isenção de entrevistas para brasileiros a partir de setembro.
  • Um memorando revela que os EUA planejam dificultar a entrada da delegação brasileira na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para 23 de setembro em Nova York.
  • As novas medidas incluem atrasos na emissão de vistos e uma taxa de US$ 250 a partir de 2025, elevando o custo total do visto para mais de US$ 459.
  • O governo americano justifica as mudanças como uma forma de garantir a “integridade do visto”, utilizando a estratégia chamada “operação tartaruga”.
  • O governo brasileiro orienta a delegação a protocolar pedidos de visto com antecedência para evitar embaraços e atrasos.

O Brasil enfrenta um novo cenário de restrições nas políticas de visto dos Estados Unidos, com o fim da isenção de entrevistas para brasileiros a partir de setembro. Além disso, um memorando interno revela que a administração do presidente Donald Trump planeja dificultar a entrada da delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU, marcada para 23 de setembro em Nova York.

As novas medidas incluem táticas de atraso na emissão de vistos e a introdução de uma taxa de US$ 250 a partir de 2025, elevando o custo total do visto para mais de US$ 459. O governo americano justifica essas mudanças como uma forma de garantir a “integridade do visto”. A estratégia, conhecida como “operação tartaruga”, visa atrasar a análise dos pedidos, concedendo os vistos apenas na véspera ou horas antes do voo da delegação.

Essas restrições não afetam apenas diplomatas, mas também empresários e observadores que pretendem participar do evento. O acordo de sede da ONU de 1947 obriga os EUA a conceder vistos, mas não estabelece prazos, permitindo que a administração atual explore essa brecha. As tensões entre os dois países aumentaram após críticas de Trump ao governo brasileiro, especialmente em relação aos processos judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governo brasileiro já se prepara para possíveis embaraços e atrasos, orientando a delegação a protocolar todos os pedidos de visto com a máxima antecedência. A expectativa é que a Assembleia Geral deste ano, que celebra os 80 anos da ONU, se torne um palco de tensões diplomáticas, testando os limites das relações bilaterais e a eficácia das instituições multilaterais.

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