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Ciro Nogueira provoca reação no Supremo ao associar Barroso a anistia do 8/1

Ciro Nogueira afirma que negociações sobre anistia avançaram após declaração de Barroso, gerando críticas entre ministros do STF.

Ministro Luís Roberto Barroso durante sessão no STF em 2024 (Foto: Reprodução)
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  • O senador Ciro Nogueira afirmou que as negociações sobre anistia para envolvidos em atos golpistas avançaram após declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.
  • Barroso sugeriu que a anistia poderia ser uma decisão política após o julgamento dos réus, o que gerou críticas de ministros do STF.
  • Ministros consideram a anistia inaceitável em casos de ataques à democracia, com um magistrado chamando a avaliação de Barroso de “barbaridade”.
  • O ministro Luiz Fux também se posicionou contra a anistia, afirmando que crimes contra o Estado democrático de Direito não podem ser perdoados.
  • As tensões no STF refletem preocupações sobre possíveis sanções do governo dos Estados Unidos a integrantes da corte.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que as negociações sobre a anistia para os envolvidos na trama golpista avançaram após uma declaração do presidente do STF, Luís Roberto Barroso. A fala de Barroso, que sugeriu que a anistia poderia ser uma decisão política após o julgamento dos réus, gerou descontentamento entre ministros da corte, que consideram a anistia inaceitável em casos de ataques à democracia.

Ministros do STF criticaram a declaração de Barroso, argumentando que o regime democrático é uma cláusula pétrea da Constituição. Um magistrado, sob reserva, classificou a avaliação de Barroso como uma “barbaridade”, afirmando que ataques à democracia não são suscetíveis a anistia. A insatisfação se intensificou, com uma ala do tribunal considerando a declaração um desrespeito à maioria contrária à anistia.

A declaração de Ciro Nogueira, que foi ministro de Bolsonaro, foi vista como um sinal para a articulação de bolsonaristas no Congresso. Barroso, que já votou contra o indulto concedido por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira, não se manifestou sobre as críticas. Outro ministro, que também se opõe à anistia, destacou que a visão de Barroso é minoritária no plenário, com apenas três ou quatro dos onze integrantes do STF alinhados a essa perspectiva.

Além disso, o ministro Luiz Fux também se posicionou contra a anistia, afirmando que crimes contra o Estado democrático de Direito são impassíveis de perdão. Ele reiterou que a anistia não pode ser considerada, mesmo que haja apoio no Congresso. As tensões no STF refletem um momento delicado, com preocupações sobre sanções do governo dos EUA a integrantes da corte.

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