- Um acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, resultou na morte de 15 pessoas e deixou 18 feridos em 28 de setembro.
- O incidente foi causado pelo rompimento de um cabo de segurança, fazendo uma cabine descer descontroladamente e colidir com um prédio.
- A manutenção do elevador é terceirizada desde 2007 e atualmente é realizada pela empresa MAIN – Maintenance Engineering, contratada em agosto de 2022 por quase € 1 milhão.
- Funcionários da Carris, responsável pela operação, relataram deficiências na manutenção e criticaram a administração por desmontar a oficina própria.
- O acidente será investigado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, com coleta de evidências iniciando em 29 de setembro.
Um grave acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, resultou na morte de 15 pessoas e deixou 18 feridos nesta quarta-feira, 28 de setembro. O incidente foi causado pelo rompimento de um cabo de segurança, levando uma das cabines a descer descontroladamente e colidir com um prédio. A investigação sobre as causas do acidente está em andamento.
O elevador, que conecta o Largo dos Restauradores ao Bairro Alto, utiliza um sistema de tração elétrica e um cabo de contrapeso. Testemunhas relataram que, momentos antes da colisão, uma das cabines desceu cerca de um metro, enquanto a outra, em alta velocidade, atingiu a estrutura de um edifício na curva da Calçada da Glória. A possibilidade de falha nos freios ainda não foi confirmada.
A manutenção do elevador é terceirizada desde 2007, sendo atualmente realizada pela empresa MAIN – Maintenance Engineering, contratada em agosto de 2022 por quase € 1 milhão. Funcionários da Carris, empresa responsável pela operação, já haviam denunciado deficiências nos serviços de manutenção. O sindicato da categoria critica a administração por ter desmontado a oficina própria, afirmando que a Carris sempre teve capacidade para realizar a manutenção internamente.
A Carris, em nota, afirmou que todos os protocolos de manutenção foram seguidos, incluindo inspeções diárias e revisões gerais a cada quatro anos, sendo a última realizada em 2022. O acidente será investigado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF). A coleta de evidências no local começará nesta quinta-feira, 29, devido à falta de pessoal.
O Elevador da Glória, um dos pontos turísticos mais visitados de Lisboa, já havia enfrentado problemas de manutenção anteriormente, incluindo um descarrilamento em 2018, que não resultou em vítimas. O acidente recente gerou grande comoção na cidade, que agora enfrenta a suspensão temporária dos serviços dos elevadores, essenciais para o transporte urbano e turismo.
Entre na conversa da comunidade