- O primeiro-ministro da França, François Bayrou, tem seis dias para obter apoio do Partido Socialista em uma moción de confiança.
- Se não conseguir, poderá ser o quarto primeiro-ministro a deixar o cargo sob o governo de Emmanuel Macron.
- Bayrou, que está no cargo há oito meses, se reuniu com vários partidos, exceto com a França Insumisa, que recusou o convite.
- A situação econômica é preocupante, com empresários alertando sobre risco de recessão e aumento da rentabilidade dos títulos franceses.
- Bayrou se mostrou aberto a aumentar impostos sobre grandes fortunas, mas as negociações com os socialistas estão complicadas.
François Bayrou, primeiro-ministro da França, enfrenta um prazo crítico de seis dias para garantir apoio do Partido Socialista (PS) em uma moción de confiança. Se não conseguir, poderá se tornar o quarto primeiro-ministro a cair sob o governo de Emmanuel Macron, aumentando a instabilidade política e econômica no país.
Bayrou, que está no cargo há apenas oito meses, se reuniu com diversos partidos políticos, exceto com a França Insumisa, que recusou o convite. As reuniões mais importantes ocorrerão com o Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen, e com os socialistas, que têm a chave para sua permanência no cargo. O primeiro-ministro tenta equilibrar as demandas de diferentes grupos, incluindo a ultradireita, ao mesmo tempo em que busca apoio para um plano de cortes de 44 bilhões de euros.
A situação econômica da França é preocupante, com empresários alertando sobre um risco de recessão. O presidente da Medef, Patrick Martin, destacou que o país já se encontra em uma “situação muito precária”. A incerteza política também impactou os mercados financeiros, elevando a rentabilidade dos títulos franceses a níveis alarmantes.
Bayrou, em uma tentativa de apaziguar os ânimos, se mostrou aberto a aumentar impostos sobre grandes fortunas, uma proposta da esquerda. Entretanto, as negociações estão complicadas, com os socialistas apresentando um plano de cortes que é apenas metade do que o primeiro-ministro propõe. A pressão sobre Bayrou aumenta, enquanto a possibilidade de uma intervenção do Fundo Monetário Internacional começa a ser discutida em meio à crise política.
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