- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não há disputa de protagonismo entre seu governo e o federal na operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Ele destacou a importância da integração entre os órgãos de segurança para combater o crime organizado, especialmente no setor de combustíveis.
- A operação, a maior contra o PCC, focou na lavagem de dinheiro da facção e resultou em 350 mandados de busca e apreensão, com apoio do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Polícia Federal e Receita Federal.
- Durante um evento no ABC Paulista, Tarcísio defendeu um projeto de lei que visa punir devedores contumazes, visando combater fraudes no setor de combustíveis.
- O governador também expressou apoio a Jair Bolsonaro e ao projeto de anistia em tramitação no Congresso, considerando-o um fator de pacificação.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reafirmou, nesta quinta-feira (28), que não há disputa de protagonismo entre seu governo e a administração federal na operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele enfatizou a necessidade de integração entre os órgãos de segurança para enfrentar o crime organizado, especialmente no setor de combustíveis.
A operação, considerada a maior já realizada contra o PCC, teve como foco a lavagem de dinheiro da facção. Com origem no Ministério Público de São Paulo (MPSP) e apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a ação contou com a colaboração da Polícia Federal e da Receita Federal, resultando em 350 mandados de busca e apreensão. Coletivas de imprensa simultâneas foram realizadas em Brasília e São Paulo, onde tanto Tarcísio quanto o presidente Lula destacaram a importância da colaboração entre os órgãos.
Propostas e Apoios
Durante um evento em que anunciou investimentos em saúde no ABC Paulista, Tarcísio defendeu um projeto de lei em tramitação no Congresso que visa punir devedores contumazes, uma medida que, segundo ele, pode ajudar a combater fraudes no setor de combustíveis. O governador alertou que a falta de regulação permite que combustíveis sejam utilizados para lavagem de dinheiro, e que a aprovação da lei é uma oportunidade para revisar o sistema atual.
Além disso, Tarcísio expressou apoio a Jair Bolsonaro (PL), que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira (2). Ele considerou o projeto de anistia em tramitação no Congresso como um “fator de pacificação” e reiterou sua convicção na inocência do ex-presidente, argumentando que ações judiciais contra ele não fazem sentido.
A atuação conjunta entre os governos estadual e federal, assim como a defesa de propostas legislativas, refletem um esforço coordenado para enfrentar o crime organizado e suas ramificações no Brasil.
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