- O senador Romário (PL-RJ) enfrenta uma queda de popularidade nas redes sociais após se distanciar do bolsonarismo.
- Sua relação com a família Bolsonaro se deteriorou devido a discordâncias políticas, especialmente em relação ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
- Romário não assinou pedidos de impeachment contra Moraes, o que gerou críticas e o colocou em uma “zona neutra” digital.
- Ele foi o único senador do PL a votar contra uma Proposta de Emenda à Constituição que limitava os poderes do STF, aumentando a pressão sobre sua imagem.
- Apesar das divergências, Romário ainda possui um capital político significativo e sua autonomia pode ser crucial para sua trajetória nas próximas eleições.
Romário enfrenta crise de apoio nas redes sociais após distanciamento do bolsonarismo
RIO – O senador Romário (PL-RJ), que conquistou seu cargo com o suporte da base bolsonarista, vê sua popularidade nas redes sociais despencar. A deterioração de sua relação com a família Bolsonaro se intensificou após discordâncias políticas, especialmente em relação ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Recentemente, Romário se tornou alvo de críticas por não assinar pedidos de impeachment contra Moraes, o que o deixou em uma “zona neutra” digital. Um estudo da AtivaWeb aponta que 82% dos seguidores impactados por sua nota oficial expressaram descontentamento. O senador, em resposta, afirmou que não rompeu com Bolsonaro e que nunca apagou postagens com o ex-presidente, embora suas interações nas redes sociais tenham diminuído.
Distanciamento e Críticas
A relação entre Romário e Bolsonaro se deteriorou após o ex-presidente apoiar Daniel Silveira (PTB) em vez do senador nas eleições de 2022. Romário, que foi reeleito com 2.384.080 votos, se distanciou ainda mais ao apoiar Eduardo Paes (PSD) na corrida pela prefeitura do Rio, ignorando o candidato do PL, Alexandre Ramagem. Essa independência gerou acusações de “infidelidade partidária” por parte de colegas, mas Romário manteve seu apoio ao PL.
A pressão sobre Romário aumentou após seu voto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limitava os poderes do STF. Ele foi o único senador do PL a se opor à medida, o que resultou em ataques nas redes sociais. A antropóloga Isabela Kalil explica que a base eleitoral do senador é diversa, incluindo eleitores não polarizados, o que lhe confere certa autonomia em relação ao bolsonarismo.
Futuro Político
Romário, apesar das divergências, ainda possui um capital político significativo. A pressão da família Bolsonaro sobre ele reflete a necessidade de lealdade entre os políticos que se beneficiam do bolsonarismo. No entanto, a tática do ex-presidente pode não ser suficiente para afastar Romário, que mobiliza uma base de eleitores importante para o bolsonarismo.
O cenário atual mostra que, enquanto Romário continua a ser uma figura popular, sua estratégia política precisa evoluir para garantir sua influência nas próximas eleições. A relação entre o senador e a família Bolsonaro permanece tensa, mas a autonomia de Romário pode ser um fator crucial em sua trajetória política.
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