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Gestão Nunes inicia atendimento a população de rua sem oferecer refeições prometidas

Estação Cidadania 2 é inaugurada sem refeições, reduzindo banheiros e serviços, enquanto a população em situação de rua enfrenta desafios adicionais

Centro de atendimento para a população em situação de rua atrasou para ser criado e foi inaugurado sem servir refeições (Foto: Danilo Verpa - 16.jun.25/Folhapress)
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  • A Estação Cidadania 2, em São Paulo, foi inaugurada após 19 meses, mas não oferece as mil refeições diárias prometidas para pessoas em situação de rua.
  • A prefeitura, sob a gestão de Ricardo Nunes, justificou a falta de alimentação para evitar sobreposição de serviços, já que a região possui 15 unidades que oferecem mais de 4.800 vagas e refeições.
  • A estação foi transferida da praça Júlio Prestes para a rua das Palmeiras, próximo à praça Marechal Deodoro, com base em estudos sobre o fluxo de pessoas em situação de rua.
  • O número de banheiros foi reduzido de 13 para 6, e outros serviços, como lavanderia e banho e tosa de animais, estão em fase de implantação sem prazos definidos.
  • Nos primeiros dias, a estação registrou 1.500 acessos a bebedouros, mil usos de banheiros, 300 banhos e 60 atividades em grupo, mas a falta de refeições pode impactar a adesão a essas atividades.

A Estação Cidadania 2, em São Paulo, foi inaugurada após 19 meses de espera, mas sem a promessa de mil refeições diárias para pessoas em situação de rua. A prefeitura, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), justificou a ausência de alimentação para evitar a sobreposição de serviços, já que a região conta com 15 unidades que oferecem mais de 4.800 vagas e refeições.

A nova estação, que deveria estar localizada na praça Júlio Prestes, foi transferida para a rua das Palmeiras, próximo à praça Marechal Deodoro. A mudança foi baseada em estudos sobre o fluxo de pessoas em situação de rua e a integração com a rede socioassistencial existente. A equipe de atendimento, que começou a ser formada em outubro de 2022, enfrentou atrasos devido à reforma do prédio.

Além da falta de refeições, o número de banheiros foi reduzido. Inicialmente, estavam previstos seis banheiros masculinos, seis femininos e um para pessoas com deficiência, mas agora há apenas dois banheiros femininos, três masculinos e um para deficientes. Outros serviços, como lavanderia e banho e tosa de animais, estão em fase de implantação, mas sem prazos definidos.

Nos primeiros dias de funcionamento, a estação registrou 1.500 acessos a bebedouros, mil usos de banheiros, 300 banhos e 60 atividades em grupo. Especialistas apontam que a ausência de refeições pode impactar a adesão a essas atividades, uma vez que a oferta de comida é um atrativo importante para essa população. A Estação Cidadania 1, na avenida Rangel Pestana, também enfrentou redução na distribuição de refeições, passando de mil para 600 marmitas diárias.

Recentemente, o vice-prefeito Mello Araújo (PL) anunciou planos para reduzir equipamentos sociais na região central, o que levanta preocupações sobre o futuro dos serviços destinados à população em situação de rua.

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