- A Estação Cidadania 2, em São Paulo, foi inaugurada após 19 meses, mas não oferece as mil refeições diárias prometidas para pessoas em situação de rua.
- A prefeitura, sob a gestão de Ricardo Nunes, justificou a falta de alimentação para evitar sobreposição de serviços, já que a região possui 15 unidades que oferecem mais de 4.800 vagas e refeições.
- A estação foi transferida da praça Júlio Prestes para a rua das Palmeiras, próximo à praça Marechal Deodoro, com base em estudos sobre o fluxo de pessoas em situação de rua.
- O número de banheiros foi reduzido de 13 para 6, e outros serviços, como lavanderia e banho e tosa de animais, estão em fase de implantação sem prazos definidos.
- Nos primeiros dias, a estação registrou 1.500 acessos a bebedouros, mil usos de banheiros, 300 banhos e 60 atividades em grupo, mas a falta de refeições pode impactar a adesão a essas atividades.
A Estação Cidadania 2, em São Paulo, foi inaugurada após 19 meses de espera, mas sem a promessa de mil refeições diárias para pessoas em situação de rua. A prefeitura, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), justificou a ausência de alimentação para evitar a sobreposição de serviços, já que a região conta com 15 unidades que oferecem mais de 4.800 vagas e refeições.
A nova estação, que deveria estar localizada na praça Júlio Prestes, foi transferida para a rua das Palmeiras, próximo à praça Marechal Deodoro. A mudança foi baseada em estudos sobre o fluxo de pessoas em situação de rua e a integração com a rede socioassistencial existente. A equipe de atendimento, que começou a ser formada em outubro de 2022, enfrentou atrasos devido à reforma do prédio.
Além da falta de refeições, o número de banheiros foi reduzido. Inicialmente, estavam previstos seis banheiros masculinos, seis femininos e um para pessoas com deficiência, mas agora há apenas dois banheiros femininos, três masculinos e um para deficientes. Outros serviços, como lavanderia e banho e tosa de animais, estão em fase de implantação, mas sem prazos definidos.
Nos primeiros dias de funcionamento, a estação registrou 1.500 acessos a bebedouros, mil usos de banheiros, 300 banhos e 60 atividades em grupo. Especialistas apontam que a ausência de refeições pode impactar a adesão a essas atividades, uma vez que a oferta de comida é um atrativo importante para essa população. A Estação Cidadania 1, na avenida Rangel Pestana, também enfrentou redução na distribuição de refeições, passando de mil para 600 marmitas diárias.
Recentemente, o vice-prefeito Mello Araújo (PL) anunciou planos para reduzir equipamentos sociais na região central, o que levanta preocupações sobre o futuro dos serviços destinados à população em situação de rua.
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