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Big techs perdem sensibilidade à opinião pública, afirma autor de ‘A máquina do caos’

Projeto de Lei no Brasil busca proteger crianças nas redes sociais, enquanto governo Lula planeja regulamentar as big techs para garantir segurança online

Arte de Gustavo Amaral — Foto: Agência O Globo
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  • O livro “A máquina do caos” de Max Fisher discute como algoritmos de plataformas digitais expõem crianças a conteúdos inadequados.
  • O influenciador Felca acelerou a tramitação de um Projeto de Lei no Brasil para proteger menores nas redes sociais, que já foi aprovado pelo Senado e aguarda sanção presidencial.
  • Fisher relata o caso de uma menina que teve um vídeo viralizado em um contexto sexual, evidenciando os riscos da monetização nas plataformas.
  • O governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, planeja regular as grandes empresas de tecnologia, buscando mudanças nas políticas dessas plataformas.
  • A discussão sobre a segurança infantil nas redes sociais é urgente, e desligar algoritmos que recomendam conteúdos com crianças pode ser uma solução eficaz.

O livro “A máquina do caos” de Max Fisher revela como algoritmos de plataformas digitais, como o YouTube, expõem crianças a conteúdos inadequados, levantando preocupações sobre a segurança infantil online. Recentemente, o influenciador Felca acelerou a tramitação de um Projeto de Lei no Brasil que visa proteger menores nas redes sociais. O Senado aprovou a proposta, que agora aguarda sanção presidencial.

Fisher narra a história de uma menina carioca, Christine, que viu um vídeo seu com uma amiga, brincando na piscina, se tornar viral. O motivo? O algoritmo do YouTube o recomendou em um contexto sexual, apenas por elas estarem de biquíni. Essa situação ilustra como a lógica de monetização das plataformas pode colocar crianças em risco.

O governo Lula também se manifestou, preparando um projeto para regular as big techs. Fisher, que analisou documentos e conversou com executivos, destaca que a regulação é um desafio, especialmente fora dos EUA. No entanto, o Brasil se destaca por sua disposição em forçar mudanças nas políticas das empresas.

A discussão sobre a sexualização infantil nas redes sociais é urgente. Fisher sugere que a solução para a exploração infantil seria desligar os algoritmos que recomendam conteúdos com crianças. Essa medida, embora simples, poderia impactar significativamente o lucro das plataformas, que priorizam o engajamento.

A pressão da sociedade civil sobre os governos é crucial, já que as big techs não se importam mais com a opinião pública. A regulação efetiva pode ser a chave para garantir a segurança das crianças nas redes sociais, e o Brasil está na vanguarda desse movimento.

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