- O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que fake news sobre o sistema de pagamentos Pix fortaleceram o crime organizado.
- A declaração foi feita em coletiva de imprensa em São Paulo, após a Operação Carbono Oculto, que desmantelou um esquema que movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
- Em janeiro, o governo tentou implementar uma norma para monitorar transações do Pix acima de R$ 5 mil, mas a medida foi revogada devido à forte oposição.
- Barreirinhas destacou que a revogação impediu uma ferramenta que poderia ajudar a combater crimes financeiros.
- A Operação Carbono Oculto cumpriu 200 mandados de busca e apreensão em dez estados, visando fraudes no setor de combustíveis.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que as fake news sobre o sistema de pagamentos Pix contribuíram para o fortalecimento do crime organizado. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em São Paulo, no dia 28 de agosto, após a deflagração da Operação Carbono Oculto, que desmantelou um esquema criminoso que movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
Em janeiro, o governo tentou implementar uma norma que exigia vigilância sobre transações do Pix acima de R$ 5 mil. A medida, considerada por muitos como uma “taxação do Pix”, gerou forte oposição e foi rapidamente revogada. Barreirinhas destacou que a revogação da norma impediu uma ferramenta que poderia ter ajudado a combater crimes financeiros.
Impacto das Fake News
O secretário ressaltou que as operações recentes demonstram quem se beneficiou das informações falsas: o crime organizado. Ele enfatizou que a desinformação nas redes sociais, que atingiu 87% dos brasileiros, alimentou a lavagem de dinheiro e fraudes. Além disso, 67% da população não descarta a possibilidade de uma futura taxação sobre o Pix.
Barreirinhas também pediu a regulamentação das fintechs, que, segundo ele, estão no centro das operações ilícitas. A Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Federal, está ciente de que o crime organizado é financiado por atividades irregulares, como a importação e o comércio de combustíveis e cigarros.
A Operação Carbono Oculto
A Operação Carbono Oculto cumpriu 200 mandados de busca e apreensão em dez estados, visando desmantelar um esquema de fraudes no setor de combustíveis. Barreirinhas afirmou que as fintechs estão frequentemente envolvidas nas operações criminosas, o que reforça a necessidade de maior transparência em suas atividades. A ação evidencia a urgência de medidas eficazes para combater o uso do Pix em atividades ilícitas.
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