Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Defesa de Mauro Cid faz último apelo para validar acordo antes do julgamento

Mauro Cid reafirma validade de delação e contesta críticas da Procuradoria, enquanto julgamento pode impactar investigações sobre golpe de Estado

Tenente-coronel Mauro Cid no STF, antes de interrogatório (Foto: Ton Molina/STF/09-06-2025)
0:00
Carregando...
0:00
  • Os advogados do tenente-coronel Mauro Cid protocolaram um memorial no Supremo Tribunal Federal (STF) em 27 de agosto de 2025.
  • O documento reafirma a validade do acordo de colaboração premiada de Cid com a Polícia Federal, firmado em 2023.
  • A defesa contesta críticas do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que questionou a delação e se opôs ao perdão judicial.
  • Cid é uma figura central nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro e sua delação fundamentou denúncias contra Jair Bolsonaro e outros réus.
  • O julgamento do caso está agendado para 2 de setembro de 2025 e pode ter implicações significativas para todos os envolvidos.

Os advogados do tenente-coronel Mauro Cid protocolaram um memorial no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 27, reafirmando a validade de seu acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, firmado em 2023. O documento foi entregue ao presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, e ao relator do caso, Alexandre de Moraes, a poucos dias do julgamento agendado para a próxima terça-feira, 2.

No memorial, a defesa de Cid contesta as críticas do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que questionou a “narrativa seletiva” da delação e se opôs ao perdão judicial. Gonet defende que a pena de Cid deve ser reduzida apenas em um terço, o que poderia resultar na perda de sua patente na Justiça Militar. A defesa argumenta que “o colaborador não pode ser punido por não falar o que realmente não sabia”, ressaltando que a colaboração de Cid foi “espontânea, precisa e consistente”.

Críticas e Implicações

Cid é uma figura central nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro. Sua delação fundamentou a denúncia contra Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto e outros cinco réus, que enfrentam acusações graves, incluindo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As penas para esses crimes podem chegar a 43 anos de prisão.

O acordo de colaboração premiada de Cid, homologado por Moraes, prevê benefícios como perdão judicial ou pena privativa de liberdade não superior a dois anos. Além disso, a defesa de Cid refutou a existência de uma ata notarial que poderia comprometer a validade do acordo, solicitando ao STF o reconhecimento da “absoluta inexistência” desse documento.

A situação de Cid é complexa, pois, enquanto sua delação é utilizada como base para a acusação, a PGR tenta desqualificá-lo como colaborador. A defesa alerta que isso fere o princípio da confiança legítima, essencial para futuras colaborações. O desfecho do julgamento poderá ter implicações significativas para todos os envolvidos no caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais