- O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela emitiu uma ordem de prisão contra o presidente argentino Javier Milei, acusando-o de roubo de um avião venezuelano-iraniano em Buenos Aires.
- A medida foi anunciada em setembro do ano passado e gerou uma campanha de desinformação promovida pelo governo venezuelano.
- O Ministério do Poder Popular para a Comunicação e Informação da Venezuela utilizou um aplicativo estatal chamado Siscom para disseminar conteúdos contra Milei.
- O vice-ministro de Comunicação, Johannyl Rodríguez, orientou a criação de memes e vídeos para amplificar a narrativa nas redes sociais.
- Além de Milei, outros líderes internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, também foram alvos de ataques.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela emitiu uma ordem de prisão contra o presidente argentino Javier Milei, acusando-o de roubo de um avião venezuelano-iraniano retido em Buenos Aires. A medida, anunciada em setembro do ano passado, desencadeou uma campanha de desinformação orquestrada pelo governo venezuelano.
A ofensiva, coordenada pelo Ministério do Poder Popular para a Comunicação e Informação da Venezuela, utilizou um aplicativo estatal chamado Siscom, que funciona como uma plataforma de mensagens para disseminar conteúdos alinhados ao regime. O vice-ministro de Comunicação, Johannyl Rodríguez, enviou instruções para amplificar a narrativa contra Milei nas redes sociais, incluindo a criação de memes e vídeos.
O aplicativo, que já conta com mais de 10 mil downloads, articula cerca de 600 grupos de apoio ao governo, promovendo campanhas de desinformação e discurso de ódio. Segundo um relatório, a Comissão de Agitação, Propaganda e Comunicação do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) é responsável pela maioria das ações, que incluem ataques a líderes opositores e figuras internacionais.
Além de Milei, o governo venezuelano mirou outros líderes, como o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele. As campanhas de desinformação se intensificam em períodos eleitorais, com o objetivo de fortalecer a imagem de Nicolás Maduro e deslegitimar opositores.
A estratégia inclui a criação de pesquisas falsas e a manipulação de informações para favorecer o regime. Após as eleições regionais de maio, Maduro celebrou a vitória do chavismo, apesar das denúncias de irregularidades. A máquina de propaganda do Siscom continua ativa, buscando silenciar vozes dissidentes e reforçar a narrativa do governo.
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