- A administração de Donald Trump intensificou as acusações contra o ex-presidente Barack Obama, alegando que ele criou uma narrativa falsa sobre a interferência russa nas eleições de 2016.
- Trump classificou as ações de Obama como traição e pediu uma investigação especial sobre suas decisões.
- A diretora nacional de Inteligência, Tulsi Gabbard, apresentou documentos que afirmam comprovar a falsidade dos relatórios de inteligência de Obama.
- Os senadores Lindsey Graham e John Cornyn lideraram o pedido por um fiscal especial, embora a eficácia dessa investigação seja questionada.
- Um porta-voz de Obama afirmou que os documentos não contradizem a conclusão de que a Rússia influenciou as eleições, mas não manipulou votos.
Desde a última sexta-feira, a administração de Donald Trump intensificou as acusações contra o ex-presidente Barack Obama, alegando que ele e sua equipe criaram uma narrativa falsa sobre a interferência russa nas eleições de 2016. Trump classificou as ações de Obama como “traição” e pediu uma investigação especial sobre suas decisões no final de seu mandato.
A diretora nacional de Inteligência, Tulsi Gabbard, apresentou documentos que, segundo ela, comprovam que Obama e sua equipe produziram relatórios de inteligência falsos. Gabbard afirmou que existem “provas irrefutáveis” de que esses documentos prejudicaram Trump, e que seus autores estavam cientes da falsidade das informações. Os documentos desclassificados indicam que Obama ordenou investigações sobre a interferência russa, mas não provam que ele direcionou essas investigações a conclusões específicas.
Reações no Senado
Os senadores Lindsey Graham e John Cornyn lideraram o pedido por um fiscal especial, embora a eficácia de tal investigação seja questionada, já que investigações anteriores confirmaram a interferência russa. Um porta-voz de Obama respondeu às acusações, afirmando que os documentos não contradizem a conclusão amplamente aceita de que a Rússia influenciou as eleições, mas não manipulou votos.
A narrativa da interferência russa, que envolveu uma suposta colaboração entre a campanha de Trump e o governo russo, foi objeto de investigações que culminaram no relatório do ex-procurador especial Robert Mueller. Embora Mueller tenha exonerado Trump de conluio, deixou em aberto a possibilidade de obstrução da justiça. Desde então, Trump tem se referido a essa investigação como “o bulo russo”.
Gabbard também destacou que, segundo suas alegações, Putin decidiu não divulgar informações comprometedoras sobre Hillary Clinton antes das eleições, acreditando que ela venceria. As revelações de Gabbard, no entanto, não receberam ampla cobertura da mídia tradicional, sendo mais destacadas por veículos alinhados a Trump.
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