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Justiça processa policiais envolvidos na morte de jovem em Paraisópolis

Quatro policiais militares são acusados de homicídio doloso pela morte de Igor Santos em Paraisópolis durante operação policial.

Igor Oliveira estava com as mãos para cima, desarmado e rendido quando foi morto (Foto: TV Globo/Reprodução)
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  • A juíza da 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Paulo, Luciana Menezes Scorza, aceitou a denúncia do Ministério Público contra quatro policiais militares.
  • Os PMs são acusados de homicídio doloso pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos em Paraisópolis, ocorrida em 10 de julho.
  • Os réus, Renato Torquatto da Cruz, Robson Noguchi de Lima, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, devem apresentar resposta à acusação.
  • Da Cruz e Lima, que dispararam contra Igor, estão presos preventivamente.
  • A denúncia afirma que os policiais agiram de forma indevida, utilizando o poder estatal para matar um homem desarmado e rendido.

A juíza da 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Paulo, Luciana Menezes Scorza, aceitou a denúncia do Ministério Público contra quatro policiais militares envolvidos na morte de Igor Oliveira de Moraes Santos em Paraisópolis. O crime ocorreu em 10 de julho durante uma operação relacionada ao tráfico de drogas.

Os PMs Renato Torquatto da Cruz, Robson Noguchi de Lima, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus são acusados de homicídio doloso, caracterizado pela intenção de matar. A decisão da juíza foi tomada na última quarta-feira, 23, e os réus devem apresentar resposta à acusação. Da Cruz e Lima, que dispararam contra Igor, estão presos preventivamente.

Detalhes do Caso

Durante a operação, os policiais invadiram uma residência em uma viela da comunidade, onde encontraram Igor e outros dois homens. Apesar de a ordem de rendição ter sido atendida, os PMs abriram fogo. Da Cruz disparou duas vezes e Lima uma vez, resultando na morte de Igor, que estava desarmado e rendido. Os outros dois policiais também efetuaram disparos, mas não atingiram ninguém.

A denúncia, apresentada pelo promotor Estefano Kvastek Kummer, descreve que os policiais agiram por motivos torpes, utilizando o poder estatal de forma indevida. A gravação das câmeras corporais dos agentes registrou a ação, que gerou ampla repercussão e indignação na sociedade.

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