- Líderes israelenses e colonos judeus se reuniram no Parlamento de Israel para discutir a expulsão de palestinos da Faixa de Gaza.
- O plano inclui a “expulsão voluntária” de palestinos para construir 850 mil unidades habitacionais e um sistema de metrô.
- A proposta é inspirada em uma ideia do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que imaginou Gaza como a “Riviera do Oriente Médio”.
- O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, nega a intenção de anexar Gaza, enquanto seu ministro da Defesa, Israel Katz, sugere a criação de uma “cidade humanitária” no sul do território.
- Especialistas consideram o plano uma forma de limpeza étnica, com a situação humanitária em Gaza se agravando e o governo francês anunciando que reconhecerá o Estado palestino na próxima Assembleia Geral da ONU.
JERUSALÉM – Líderes israelenses e colonos judeus se reuniram no Parlamento de Israel para discutir a expulsão dos palestinos da Faixa de Gaza e a transformação do território em um “paraíso de luxo”. O encontro, realizado na terça-feira, 24, foi reportado pelo jornal britânico The Guardian.
O plano em discussão inclui a “expulsão voluntária” de palestinos para a construção de 850 mil unidades habitacionais e um sistema de metrô moderno. A proposta é inspirada em uma sugestão do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que imaginou Gaza como a “Riviera do Oriente Médio”. Daniella Weiss, líder dos colonos, afirmou que os habitantes de Gaza seriam realocados para o Egito e outros países africanos, sem especificar quais.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, nega a intenção de anexar Gaza, mas seu ministro da Defesa, Israel Katz, propôs a criação de uma “cidade humanitária” no sul do território, onde mais de 600 mil palestinos seriam confinados. Ativistas de direitos humanos e especialistas consideram o plano uma forma de limpeza étnica, com o Exército israelense alertando que a ideia seria um “pesadelo” para a segurança do país.
Mortes por inanição aumentam na Faixa de Gaza, enquanto a pressão por um cessar-fogo cresce. O governo francês anunciou que reconhecerá o Estado palestino na próxima Assembleia Geral da ONU, em um contexto de crescente devastação humanitária. A situação se agrava, com a possibilidade de que a expulsão dos moradores de Gaza seja considerada deslocamento forçado, configurando um crime de guerra, segundo especialistas.
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