- O policial federal Marcelo Bormevet afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que recebeu ordens do gabinete do deputado federal Alexandre Ramagem para investigar o ex-personal trainer de Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A investigação buscava informações sobre um veículo doado a Jair Renan e foi arquivada posteriormente.
- Bormevet relatou que a demanda partiu de um assessor de Ramagem e envolvia levantamento de veículos da família.
- A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria realizado uma operação paralela para proteger Jair Renan de investigações, incluindo a presença de um agente em atividade suspeita.
- O caso segue sob análise do STF, enquanto as investigações sobre a suposta trama golpista continuam.
O policial federal Marcelo Bormevet, ex-integrante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), revelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que recebeu ordens do gabinete do deputado federal Alexandre Ramagem para investigar o ex-personal trainer de Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O depoimento ocorreu no contexto de investigações sobre uma suposta trama golpista.
Bormevet afirmou que a demanda para levantar informações sobre o personal trainer e um veículo doado a Jair Renan partiu de um assessor de Ramagem. “Recebi demanda do gabinete do Ramagem para fazer levantamento de veículos da família ou da pessoa do personal trainer”, declarou. A investigação, que visava apurar indícios de tráfico de influência, foi posteriormente arquivada.
Ação de Espionagem
Durante a apuração, a Abin teria montado uma operação paralela para proteger Jair Renan de investigações. O filho do ex-presidente, atualmente vereador em Balneário Camboriú, havia aberto um escritório no estádio Mané Garrincha, em Brasília, e trabalhava em parceria com seu ex-personal trainer para atrair patrocinadores. A Polícia Militar do Distrito Federal flagrou um agente da Abin em atividade suspeita no estacionamento do ex-sócio de Jair Renan.
O agente, ao ser questionado, informou que sua missão era levantar informações sobre um carro elétrico, avaliado em R$ 90 mil, doado por um empresário do Espírito Santo. “O objetivo era saber quem estava utilizando o veículo”, disse o agente. Bormevet, por sua vez, negou ter acesso ao sistema espião First Mile, que, segundo reportagens, foi utilizado pela Abin sob a gestão de Ramagem para implementar uma rede de espionagem clandestina.
Implicações e Desdobramentos
As revelações de Bormevet levantam questões sobre a atuação da Abin e suas possíveis ligações com a família Bolsonaro. A investigação da Polícia Federal apurou que a Abin estava seguindo os passos do ex-personal trainer, o que indica uma possível utilização indevida de recursos do órgão. O caso continua a ser analisado pelo STF, enquanto os desdobramentos da trama golpista seguem em pauta nas discussões políticas do país.
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