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Coronel revela proposta de reunião com grupos controversos na segurança pública

Coronel Reginaldo Vieira de Abreu nega envolvimento em golpe, mas admite ter sugerido reunião com militares em depoimento ao STF.

Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército (Foto: Reprodução/TV Globo)
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  • O coronel da reserva do Exército Reginaldo Vieira de Abreu depôs no Supremo Tribunal Federal (STF) em um caso sobre uma suposta trama golpista nas eleições de 2022.
  • Ele negou envolvimento no golpe, mas confirmou ter sugerido uma reunião com militares, referindo-se a um grupo como “rataria”.
  • Reginaldo afirmou ter conversado com o general Mário Fernandes sobre a necessidade de um encontro e enviou uma mensagem sugerindo que o ex-presidente Jair Bolsonaro se reunisse com um “petit comité”.
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que ele tentou influenciar a comissão do Exército responsável pela segurança das eleições, mas Reginaldo defendeu que não tinha poder sobre a comissão.
  • O tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, que também depôs, negou ter disseminado informações em apoio ao golpe, afirmando que apenas repassava conteúdos em grupos de apoiadores.

O coronel da reserva do Exército Reginaldo Vieira de Abreu depôs no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 24, em um caso relacionado a uma suposta trama golpista nas eleições de 2022. Acusado de pressionar o Exército para validar fraudes nas urnas eletrônicas, ele negou envolvimento no golpe, mas admitiu ter sugerido uma reunião com militares.

Durante seu depoimento, Reginaldo confirmou que conversou com o general Mário Fernandes sobre a necessidade de um encontro com um grupo restrito de militares, referindo-se a eles como “rataria”. Ele enviou uma mensagem sugerindo que o ex-presidente Jair Bolsonaro deveria se reunir com um “petit comité”, excluindo pessoas que, segundo ele, não deveriam participar. Reginaldo afirmou que sua comunicação com o general foi apenas um desabafo e negou ter contato direto com Bolsonaro.

Pressões e Denúncias

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que Reginaldo tentou influenciar a comissão do Exército responsável pela segurança das eleições, buscando um relatório que corroborasse alegações de fraudes. Ele, no entanto, defendeu que não tinha poder sobre a comissão e que sua função não permitia tal influência.

O tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, que também depôs, foi acusado de disseminar informações em apoio ao golpe. Ele negou ter promovido uma ruptura em favor de Bolsonaro, afirmando que seu papel era apenas repassar conteúdos em grupos de apoiadores. Almeida enfatizou sua preocupação com a imagem das Forças Armadas, afirmando que qualquer ação deveria seguir os preceitos legais.

Desdobramentos Futuros

A audiência, presidida pela juíza auxiliar Luciana Sorrentino, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, faz parte de um inquérito mais amplo sobre as tentativas de desestabilização do processo eleitoral. O desfecho desses depoimentos pode ter implicações significativas para os envolvidos e para a credibilidade das instituições militares no Brasil.

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