- A Igreja Geração Eleita, liderada pelo pastor Arnaldo Barros, atua na conversão de ex-criminosos, promovendo a saída de membros de facções como PCC e CV.
- Barros afirma ter realizado mais de cinco mil “desligamentos” de indivíduos envolvidos no crime, utilizando a conversão religiosa como justificativa.
- Em um vídeo nas redes sociais, Barros relata a missão de resgatar um jovem baleado que havia deixado uma facção local.
- O projeto Paz no Acre, também liderado por Barros, busca justificar a saída de criminosos perante os chefões do tráfico, enviando vídeos de conversão.
- A conversão religiosa é vista como uma alternativa para muitos que desejam deixar o tráfico, embora haja desconfiança sobre a sinceridade das mudanças.
A Igreja Geração Eleita, sob a liderança do pastor Arnaldo Barros, tem se destacado na conversão de ex-criminosos, promovendo a saída de membros de facções como PCC e CV. Barros afirma ter realizado mais de 5.000 “desligamentos” de indivíduos envolvidos no crime, utilizando a conversão religiosa como justificativa para a saída das facções.
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Barros se apresenta e relata a missão de resgatar um jovem baleado, que havia deixado o B13, uma facção local. O pastor destaca que muitos ex-membros, após aceitarem Jesus Cristo, abandonam a vida criminosa. Ele afirma que a igreja é vista como uma saída legítima por diversas organizações criminosas, que permitem a defecção de integrantes que se convertem.
O projeto Paz no Acre, liderado por Barros, busca justificar a saída de criminosos perante os chefões do tráfico. Ele menciona que, ao retirar um membro do crime, recebe informações sobre seus superiores, enviando vídeos de conversão. Barros, que já foi vereador em Rio Branco, tem cerca de 4.400 seguidores no Instagram, onde compartilha histórias de ex-criminosos, embora reconheça que isso pode gerar impactos negativos em suas vidas.
A conversão religiosa é vista como uma alternativa para muitos que desejam deixar o tráfico. Segundo o pesquisador Bruno Paes Manso, a igreja é frequentemente a única porta de saída para esses indivíduos. No entanto, a socióloga Christina Vital aponta que há desconfiança entre os pares sobre a sinceridade das conversões, questionando se realmente ocorre uma mudança radical na vida dos ex-criminosos.
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