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México enfrenta novas restrições aéreas e proibição de alianças comerciais

EUA impõem novas restrições a companhias aéreas mexicanas, ameaçando aliança Delta-Aeroméxico e impactando a conectividade entre os países.

Aeroporto internacional da Cidade do México, em dezembro de 2024. (Foto: Mario Jasso)
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  • O governo dos Estados Unidos anunciou novas restrições às companhias aéreas mexicanas devido a ações do governo do México, que desde 2022 busca descongestionar o Aeroporto Internacional da Cidade do México.
  • O secretário de Transporte dos EUA, Sean Duffy, afirmou que a aliança entre Delta e Aeroméxico pode ser revogada se as preocupações sobre o acesso das companhias aéreas americanas ao mercado mexicano não forem resolvidas.
  • As novas medidas exigem que as companhias aéreas mexicanas apresentem os horários de suas operações nos EUA e que voos charter do México obtenham aprovação para aterrissar nos Estados Unidos.
  • A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que não há justificativas para as restrições e que o governo ainda não recebeu notificações oficiais.
  • A Câmara Nacional de Aerotransportes (Canaero) alertou que as restrições podem impactar negativamente a conectividade e o fluxo comercial entre os dois países, especialmente com a alta temporada de viagens se aproximando.

O governo dos Estados Unidos anunciou novas restrições às companhias aéreas mexicanas em resposta a ações do governo do México, que desde 2022 implementou medidas para descongestionar o Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM). O secretário de Transporte dos EUA, Sean Duffy, afirmou que o país pode revogar a aliança entre Delta e Aeroméxico se as preocupações sobre o acesso das companhias aéreas americanas ao mercado mexicano não forem atendidas.

As restrições incluem a exigência de que as companhias aéreas mexicanas apresentem os horários de todas as suas operações nos EUA. Além disso, a partir de outubro, qualquer voo charter proveniente do México precisará da aprovação das autoridades americanas para aterrissar nos Estados Unidos. Duffy ressaltou que as ações do governo mexicano violam um acordo comercial firmado em 2015, causando prejuízos às empresas americanas.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, respondeu que não há justificativas para as novas restrições e que o governo ainda não recebeu notificações oficiais sobre as medidas. As queixas do setor aéreo dos EUA remontam a 2022, quando o governo mexicano começou a transferir operações de carga para o novo Aeroporto Felipe Ángeles (AIFA) e reduziu os slots de pouso e decolagem no AICM, impactando tanto companhias nacionais quanto internacionais.

Impactos no Setor Aéreo

A indústria aérea mexicana expressou preocupação com as novas medidas, que podem afetar a conectividade e a competitividade entre os dois países. A Câmara Nacional de Aerotransportes (Canaero) alertou que as restrições terão um impacto significativo no fluxo comercial e na conectividade. Especialistas afirmam que o mercado dos EUA é crucial, absorvendo cerca de 70% dos turistas internacionais que viajam para o México.

A situação se torna ainda mais crítica com a aproximação da alta temporada de viagens em dezembro. O especialista aeronáutico Rogelio Rodríguez Garduño destacou que as restrições podem ser vistas como uma medida protecionista do governo americano, que busca beneficiar sua própria indústria aérea. A expectativa é que as tensões aumentem nas próximas semanas, enquanto o governo mexicano tenta negociar uma solução que priorize a segurança e a eficiência do setor aéreo.

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