Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Feminismo ganha espaço na administração com novas políticas de igualdade

Soledad Murillo revela em livro como a agenda de igualdade foi silenciada durante sua gestão, destacando desafios na administração pública.

Toma de posse da socióloga Soledad Murillo como secretária de Estado de Igualdade em 12 de junho de 2018 no Palácio de Moncloa, na presença da vice-presidente do Governo Carmen Calvo (Foto: Europa Press / Contacto)
0:00
Carregando...
0:00
  • Soledad Murillo, ex-secretária de Estado de Igualdad da Espanha, lançou o livro *Supervivência das políticas de igualdade*.
  • No livro, Murillo afirma que a agenda de igualdade foi silenciada durante sua gestão, com apenas a ministra Carmen Calvo discutindo o tema.
  • Ela destaca que a falta de visibilidade dificultou a divulgação de avanços, como novos permissos de paternidade e apoio psicológico para filhos de pais maltratadores.
  • Murillo questiona a sobrevivência das políticas de igualdade na administração pública e oferece um manual com orientações práticas para sua implementação.
  • Ela enfatiza que essas políticas devem ser consideradas parte do bem comum, não restritas apenas às mulheres.

Soledad Murillo, ex-secretária de Estado de Igualdad da Espanha, revelou em seu novo livro, *Supervivência das políticas de igualdade*, que a agenda de igualdade foi silenciada durante sua gestão. Nomeada em 2018, Murillo se destacou como uma referência no feminismo, contribuindo para a lei contra a violência de gênero. No entanto, ela enfrentou desafios significativos para promover políticas de igualdade na administração pública.

Murillo explica que, durante sua segunda experiência no governo, apenas a ministra Carmen Calvo teve a oportunidade de discutir a agenda de igualdade. A decisão da Presidência de manter um perfil baixo para os cargos públicos dificultou a divulgação de avanços importantes, como os novos permissos de paternidade e a reforma que permite que filhos de pais maltratadores acessem apoio psicológico. Murillo lamenta que as políticas de igualdade ainda não sejam reconhecidas como uma especialidade na função pública.

Desafios e Recomendações

A ex-secretária questiona como as políticas de igualdade podem sobreviver entre a função pública e os partidos políticos, afirmando que a situação é complexa. Em seu livro, ela oferece um manual com orientações práticas para integrar a igualdade nas administrações. Murillo destaca a importância de ouvir os funcionários públicos e promover a participação da sociedade civil, que muitas vezes está à frente das decisões governamentais.

Ela enfatiza que as políticas de igualdade devem ser vistas como parte essencial do bem comum, e não apenas como um tema restrito às mulheres. O livro de Murillo se torna uma leitura essencial para aqueles que desejam entender como implementar mudanças significativas nas políticas públicas, desafiando a ideia de que a administração é feminista apenas por ser liderada por um governo progressista.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais