- Soledad Murillo, ex-secretária de Estado de Igualdad da Espanha, lançou o livro *Supervivência das políticas de igualdade*.
- No livro, Murillo afirma que a agenda de igualdade foi silenciada durante sua gestão, com apenas a ministra Carmen Calvo discutindo o tema.
- Ela destaca que a falta de visibilidade dificultou a divulgação de avanços, como novos permissos de paternidade e apoio psicológico para filhos de pais maltratadores.
- Murillo questiona a sobrevivência das políticas de igualdade na administração pública e oferece um manual com orientações práticas para sua implementação.
- Ela enfatiza que essas políticas devem ser consideradas parte do bem comum, não restritas apenas às mulheres.
Soledad Murillo, ex-secretária de Estado de Igualdad da Espanha, revelou em seu novo livro, *Supervivência das políticas de igualdade*, que a agenda de igualdade foi silenciada durante sua gestão. Nomeada em 2018, Murillo se destacou como uma referência no feminismo, contribuindo para a lei contra a violência de gênero. No entanto, ela enfrentou desafios significativos para promover políticas de igualdade na administração pública.
Murillo explica que, durante sua segunda experiência no governo, apenas a ministra Carmen Calvo teve a oportunidade de discutir a agenda de igualdade. A decisão da Presidência de manter um perfil baixo para os cargos públicos dificultou a divulgação de avanços importantes, como os novos permissos de paternidade e a reforma que permite que filhos de pais maltratadores acessem apoio psicológico. Murillo lamenta que as políticas de igualdade ainda não sejam reconhecidas como uma especialidade na função pública.
Desafios e Recomendações
A ex-secretária questiona como as políticas de igualdade podem sobreviver entre a função pública e os partidos políticos, afirmando que a situação é complexa. Em seu livro, ela oferece um manual com orientações práticas para integrar a igualdade nas administrações. Murillo destaca a importância de ouvir os funcionários públicos e promover a participação da sociedade civil, que muitas vezes está à frente das decisões governamentais.
Ela enfatiza que as políticas de igualdade devem ser vistas como parte essencial do bem comum, e não apenas como um tema restrito às mulheres. O livro de Murillo se torna uma leitura essencial para aqueles que desejam entender como implementar mudanças significativas nas políticas públicas, desafiando a ideia de que a administração é feminista apenas por ser liderada por um governo progressista.
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