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Câmara dos EUA inicia recesso antecipado e adia votação sobre caso Epstein

Câmara dos EUA evita votação sobre documentos do caso Epstein, enquanto pressão por transparência entre republicanos aumenta.

O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson (R-LA), fala com repórteres no Capitólio dos EUA em 21 de julho de 2025, em Washington, DC. Os legisladores do Congresso retornaram ao trabalho no Capitólio após o fim de semana. (Foto: Andrew Harnik | Getty Images News | Getty Images)
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  • A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos antecipou seu recesso de agosto para evitar votações sobre a liberação de documentos do caso Jeffrey Epstein.
  • A decisão foi anunciada pelo presidente da Câmara, Mike Johnson, que busca evitar “jogos políticos” em torno do caso de tráfico sexual.
  • O Comitê de Supervisão da Câmara aprovou uma intimação para que Ghislaine Maxwell, ex-associada de Epstein, preste um novo depoimento.
  • A pressão por respostas sobre o escândalo Epstein aumenta, especialmente entre os republicanos, com críticas à liderança da Câmara.
  • O deputado Thomas Massie planeja forçar uma votação sobre a liberação dos arquivos em setembro, buscando apoio dos democratas.

A Câmara dos Representantes dos EUA antecipou seu recesso de agosto para evitar votações sobre a liberação de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A decisão, anunciada pelo presidente da Câmara, Mike Johnson, visa evitar “jogos políticos” em torno do caso que envolve tráfico sexual e abuso.

A medida foi tomada após o Comitê de Supervisão da Câmara aprovar uma intimação para que Ghislaine Maxwell, ex-associada de Epstein, preste um novo depoimento. Johnson afirmou que a antecipação do recesso, que se inicia nesta quarta-feira (23), é uma forma de permitir que o Departamento de Justiça (DOJ) continue seu trabalho sem pressões políticas. “A transparência é importante, mas deve ser feita de forma responsável”, disse Johnson.

A situação se complica para o ex-presidente Donald Trump, que enfrenta críticas pela sua gestão em relação à divulgação de informações sobre Epstein. O DOJ havia prometido liberar documentos, mas recuou, gerando descontentamento entre os apoiadores de Trump. Recentemente, o procurador-geral adjunto, Todd Blanche, indicou que está em contato com a defesa de Maxwell para discutir possíveis informações sobre outros envolvidos no caso.

A pressão por respostas sobre o escândalo Epstein continua a crescer, especialmente entre os republicanos. O deputado Ralph Norman criticou a liderança da Câmara por não agir, enquanto o deputado Thomas Massie planeja forçar uma votação sobre a liberação dos arquivos em setembro, buscando apoio dos democratas. A urgência por esclarecimentos reflete a insatisfação crescente dentro do partido.

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