- O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, chamou a revogação dos vistos de ministros da Corte, como Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, de “gravíssimo ataque à democracia brasileira”.
- A decisão foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, e gerou reações intensas no Brasil.
- Mello associou a ação à extrema direita bolsonarista, afirmando que busca deslegitimar as instituições do país.
- Ele criticou a “arrogância imperial” de Trump e destacou que a revogação fere a soberania nacional e desrespeita tratados internacionais.
- O ex-ministro pediu punições para os apoiadores de Bolsonaro, que chamou de “quislings”, e defendeu uma resposta firme das autoridades brasileiras.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello classificou a revogação dos vistos de vários ministros da Corte, incluindo Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, como um “gravíssimo ataque à democracia brasileira”. A decisão, anunciada pelo governo de Donald Trump, gerou reações intensas no Brasil, especialmente entre os defensores das instituições democráticas.
Mello associou a ação de Trump à extrema direita bolsonarista, afirmando que a medida representa uma tentativa de deslegitimar as instituições do país. Em sua análise, ele destacou que a revogação dos vistos não deve ser vista apenas como uma questão econômica, mas como parte de uma “coordenação acintosa” entre o governo dos EUA e os apoiadores de Bolsonaro. O ex-ministro também se referiu a esses apoiadores como “quislings”, um termo que remete a traidores que colaboram com forças estrangeiras.
Além dos ministros do STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teve seu visto revogado. Mello enfatizou que a decisão fere a soberania nacional e desrespeita tratados internacionais que regem as relações entre países. Ele criticou a “arrogância imperial” de Trump, sugerindo que a medida é uma ofensa à dignidade do povo brasileiro.
O ex-ministro concluiu que é essencial identificar e punir os “quislings” nacionais que conspiram contra os interesses do Brasil. Para Mello, essa situação exige uma resposta firme das autoridades brasileiras, a fim de proteger a integridade das instituições democráticas e a soberania do país.
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