- O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro enfrenta um pedido de prisão preventiva feito pelo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Lindbergh Farias.
- A solicitação foi encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após declarações ameaçadoras de Eduardo em uma transmissão ao vivo.
- Farias argumenta que os comentários de Eduardo configuram coação no curso do processo e obstrução de justiça, criando um ambiente hostil para a Polícia Federal.
- O STF incluiu novas postagens de Eduardo no inquérito que investiga suas ações nos Estados Unidos, observando um aumento nas condutas ilícitas após medidas cautelares contra Jair Bolsonaro.
- A Polícia Federal, por meio do diretor-geral Andrei Rodrigues, expressou indignação diante das tentativas de intimidação aos servidores e destacou a necessidade de garantir a segurança institucional.
O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta um pedido de prisão preventiva feito pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ). A solicitação foi apresentada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após declarações do deputado em uma transmissão ao vivo no último domingo, 20. Durante a live, Eduardo fez comentários que foram interpretados como ameaças à Polícia Federal, mencionando um delegado específico e insinuando represálias.
Farias argumenta que as declarações de Eduardo configuram coação no curso do processo e obstrução de justiça, afirmando que a conduta do deputado cria um ambiente de hostilidade que pode prejudicar a atuação da Polícia Federal. O líder petista destacou que a situação exige uma nova avaliação cautelar, dada a gravidade das ameaças e o risco à integridade das autoridades envolvidas.
Novas Postagens no Inquérito
No último sábado, 19, Moraes decidiu incluir novas postagens de Eduardo no inquérito que investiga suas ações nos Estados Unidos. O ministro observou que, após a aplicação de medidas cautelares contra Jair Bolsonaro, Eduardo intensificou suas condutas ilícitas nas redes sociais. Em suas publicações, ele atacou o STF e fez referências à revogação do visto de um ministro, insinuando que a decisão era uma retaliação.
A reação da Polícia Federal foi imediata, com o diretor-geral, Andrei Rodrigues, expressando indignação diante das tentativas de intimidação aos servidores. A situação se agrava com o pedido de prisão preventiva, que busca garantir a segurança institucional da Polícia Federal e a continuidade das investigações em curso.
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