- O papa Leão XIV conversou com o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em 21 de outubro de 2023.
- Ele condenou o deslocamento forçado de palestinos na Faixa de Gaza após um ataque à única igreja católica do enclave, que deixou três mortos e feridos, incluindo o pároco Gabriel Romanelli.
- O papa expressou preocupação com o uso indiscriminado de força e pediu respeito ao Direito Humanitário Internacional, além da entrada de ajuda humanitária na região.
- A ONU informou que 87,8% da área de Gaza está sob ordens de deslocamento, afetando 2,1 milhões de civis.
- Desde o início do conflito, a violência na Cisjordânia aumentou, com mais de cem ataques mensais registrados, levando muitos cristãos a deixar a região.
O papa Leão XIV conversou com o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, nesta segunda-feira, 21, e condenou o deslocamento forçado de palestinos na Faixa de Gaza. A conversa ocorre após um ataque à única igreja católica no enclave, que resultou na morte de três fiéis e ferimentos em outros, incluindo o pároco Gabriel Romanelli.
Durante a conversa, o pontífice expressou sua preocupação com o uso indiscriminado de força e reiterou a necessidade de respeitar o Direito Humanitário Internacional. Ele enfatizou a importância de proteger civis e locais sagrados, além de solicitar a entrada de ajuda humanitária na região. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU informou que 87,8% da área de Gaza está sob ordens de deslocamento, restringindo 2,1 milhões de civis a apenas 12% do território.
Aumento da Violência na Cisjordânia
Desde o início do conflito entre Israel e o Hamas em outubro de 2023, a violência na Cisjordânia aumentou drasticamente. A ONG Open Doors registrou uma média de mais de cem ataques mensais na região. Líderes cristãos relataram que colonos israelenses têm atacado locais sagrados, exacerbando o medo entre a população cristã, que já está em declínio.
O patriarca ortodoxo grego de Jerusalém, Teófilo III, e o patriarca católico romano de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, destacaram que muitos cristãos estão deixando a região devido à crescente violência. A situação se torna ainda mais crítica em locais como Belém, onde a presença cristã é histórica e significativa.
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