- O deputado federal Eduardo Bolsonaro encerra sua licença de 120 dias neste domingo, 20 de julho.
- Ele não pretende renunciar ao cargo e pode sacrificar seu mandato para permanecer nos Estados Unidos.
- Eduardo articula sanções contra o Brasil e defende a anistia para seu pai, Jair Bolsonaro.
- O deputado já acumula quatro ausências no Congresso e pode perder o mandato se não comparecer a um terço das sessões.
- Ele está sob investigação no Supremo Tribunal Federal por crimes como coação e obstrução de justiça.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) encerra neste domingo, 20, sua licença de 120 dias, durante a qual se ausentou do Brasil. Ele alegou perseguição política e, em uma transmissão ao vivo, reafirmou que não renunciará ao cargo. Eduardo declarou que pode manter seu mandato por mais três meses, mesmo residindo nos Estados Unidos, onde articula sanções contra o Brasil e defende a anistia para seu pai, Jair Bolsonaro.
Com o fim da licença, Eduardo precisa retornar ao Congresso Nacional para evitar faltas injustificadas. Ele já acumula quatro ausências e pode perder o mandato se não comparecer a um terço das sessões plenárias. O retorno das atividades legislativas está previsto para 4 de agosto, após o recesso parlamentar.
Eduardo está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como coação e obstrução de justiça. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que o deputado intensificou suas condutas ilícitas após a busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro. Nos EUA, ele tem se reunido com políticos do partido republicano e criticado Moraes, chamando-o de ditador.
Articulações nos EUA
As articulações de Eduardo incluem a promoção de sanções contra o STF, o que resultou em uma resposta do governo Trump, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Essa situação gerou divisões no bolsonarismo, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, buscando uma solução negociada. Eduardo acredita que a única forma de negociação com Trump é a anistia para aqueles envolvidos na depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes em Brasília.
O deputado também criticou a decisão de Trump de suspender vistos de ministros do STF, insinuando que a Polícia Federal estaria o delatando. Ele se disse disposto a sacrificar seu mandato para continuar nos EUA, afirmando que teme ser preso se retornar ao Brasil.
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