- O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) encerrou sua licença parlamentar de 122 dias no dia 20 de julho.
- Durante a licença, ele se afastou do Brasil, alegando perseguição política e buscando apoio nos Estados Unidos.
- Eduardo afirmou que não renunciará ao cargo, mesmo com o risco de perder o mandato por faltas.
- O Partido Liberal (PL) estuda alternativas para evitar que suas ausências sejam contabilizadas, incluindo um novo pedido de licença de 120 dias.
- Eduardo está sob investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por possíveis crimes relacionados à obstrução da Justiça.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) encerrou sua licença parlamentar de 122 dias no último domingo, 20. Durante esse período, ele se afastou do Brasil, alegando perseguição política e buscando apoio nos Estados Unidos. Eduardo reafirmou que não renunciará ao cargo, mesmo diante da possibilidade de perder o mandato devido a faltas.
Com o término da licença, Eduardo pode faltar a até 44 sessões antes de enfrentar a perda do mandato, conforme a legislação que prevê que um parlamentar não pode faltar a mais de um terço das sessões em um ano. A contagem das faltas começará a valer a partir de 4 de agosto, após o recesso parlamentar que se iniciou em 18 de julho.
Alternativas em Estudo
O Partido Liberal (PL) está considerando alternativas para evitar que as ausências de Eduardo sejam contabilizadas. Uma das propostas em análise é a solicitação de uma nova licença de 120 dias, que já foi protocolada pelo líder do partido, Sóstenes Cavalcante. Outra possibilidade seria a apresentação de atestados médicos para justificar as faltas.
Eduardo está sob investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por possíveis crimes relacionados à obstrução da Justiça. Apesar das dificuldades, ele continua a receber seu salário, embora com descontos por ausências. A perda do mandato não o tornaria inelegível, permitindo que ele se candidate a cargos futuros.
Cenário Político
A situação de Eduardo é complexa, com pressões tanto internas quanto externas. O ex-presidente Jair Bolsonaro comentou que o filho é “mais útil” nos Estados Unidos, onde mantém conexões políticas. A pressão para que Eduardo retorne ao Brasil aumenta, especialmente com as investigações em andamento.
Eduardo Bolsonaro enfrenta um dilema: permanecer fora do Brasil pode resultar em ações judiciais, enquanto o retorno o expõe a um cenário de incertezas políticas. O futuro do deputado permanece indefinido, com a possibilidade de ações populares contra ele, dada sua ausência prolongada.
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