- Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é acusado de um esquema de corrupção que começou em 2010.
- Ele e seu pai, Marcos Bacellar, teriam pago R$ 160 mil mensais ao então prefeito de Cambuci, Oswaldo Botelho, para controlar a administração local.
- Após a prisão de Botelho, a família Bacellar assumiu o comando da prefeitura, com Bacellar se apresentando como figura central.
- Depoimentos indicam que houve intimidações a denunciantes, incluindo pressão sobre o presidente da Câmara de Cambuci, Marco Antonio da Silva Paes, para mudar seu depoimento.
- Apesar das evidências, Bacellar não foi denunciado pelo Ministério Público e nega qualquer envolvimento no caso.
Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é alvo de novas revelações sobre um esquema de corrupção que remonta a 2010, quando ele e seu pai, Marcos Bacellar, teriam pago R$ 160 mil mensais ao então prefeito de Cambuci, Oswaldo Botelho, para controlar a administração local. Os depoimentos de políticos da região, acessados por O GLOBO, revelam que Bacellar se comportava como se fosse o responsável pela cidade, mesmo sem cargo oficial.
Os relatos indicam que, após a prisão de Botelho e de outros envolvidos em fraudes licitatórias, a família Bacellar assumiu o comando da prefeitura. Em uma reunião em outubro de 2010, Bacellar foi apresentado como figura central na administração, enquanto ironizava os membros do grupo de Botelho, que havia sido preso. “São amadores que não sabem fazer o negócio direito”, teria dito Bacellar, segundo os depoimentos.
Além do pagamento mensal, os depoimentos também mencionam intimidações a denunciantes. O presidente da Câmara de Cambuci, Marco Antonio da Silva Paes, relatou uma reunião em que foi pressionado a mudar seu depoimento sobre o esquema. Outros vereadores confirmaram que a intimidação era uma prática comum na cidade, com relatos de ameaças e até tiros na casa de um deles.
Apesar das evidências, Bacellar não foi denunciado pelo Ministério Público e negou qualquer envolvimento no caso. A investigação, que se estendeu por anos, não resultou em ações diretas contra ele, embora tenha revelado um padrão de corrupção e intimidação na política local. A ascensão de Bacellar na política fluminense, culminando em sua eleição como deputado estadual em 2018 e, posteriormente, como presidente da Alerj, levanta questões sobre a continuidade de práticas corruptas na administração pública.
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