- Em maio de 1980, o voo TAP 131, que partia de Lisboa para Faro, foi sequestrado por um adolescente armado, que exigiu 10 milhões de dólares e um salvo-conduto para a Suíça.
- O sequestrador, Rui Rodrigues, alterou a rota do avião para Madri, alegando estar fugindo de casa.
- Os pilotos informaram os controladores aéreos sobre a situação usando o código de emergência 7500.
- Após negociações, o sequestrador permitiu que mulheres e crianças desembarcassem, mas manteve a tripulação a bordo.
- Recentemente, Rodrigues e o copiloto José Guedes relembraram o incidente em um podcast, destacando a amizade que se formou entre eles após o sequestro.
Em maio de 1980, o voo TAP 131, que partia de Lisboa com destino a Faro, foi sequestrado por Rui Manuel da Costa Rodrigues, um adolescente de apenas 16 anos. Armado com uma pistola de baixo calibre, o jovem exigiu 10 milhões de dólares e um salvo-conduto para fugir para a Suíça. O incidente envolveu 83 passageiros e sete tripulantes, e ocorreu em um período em que as medidas de segurança em aviões eram muito menos rigorosas do que as atuais.
Recentemente, em um podcast, Rui Rodrigues e José Guedes, o copiloto do voo, relembraram os detalhes do sequestro e a relação que se formou entre eles após o incidente. Guedes descreveu o sequestrador como extremamente nervoso, o que aumentava o risco de um disparo acidental. Durante o sequestro, Rodrigues alterou a rota do avião para Madri, alegando que estava fugindo de casa.
Os pilotos, sem informar a tripulação sobre a situação, justificaram a mudança de rota com a desculpa de mau tempo, embora a noite estivesse clara. A situação se agravou quando os pilotos indicaram aos controladores aéreos que estavam sob interferência ilícita, utilizando o código de emergência 7500. Após pousar em Madri, o avião foi cercado por forças de segurança.
As negociações foram mediadas pelo embaixador de Portugal na Espanha, que tentou atender às exigências do sequestrador. Rodrigues permitiu que mulheres e crianças desembarcassem, mas manteve a tripulação a bordo. Em um momento tenso, o copiloto Guedes pediu que o jovem entregasse as balas da arma, e Rodrigues revelou que guardava uma para si, insinuando um possível suicídio.
Após o sequestro, Rodrigues foi preso e, após seis meses em prisão preventiva, foi convidado por Guedes para um jantar. O copiloto depôs a favor do jovem durante o julgamento, destacando sua inteligência e o contexto familiar que o levou a cometer o crime. Em 2023, Rodrigues celebrou seu aniversário de 60 anos, convidando Guedes e sua esposa para a festa, reafirmando a amizade que surgiu em meio a um dos episódios mais inusitados da aviação portuguesa.
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