- O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) deve ocorrer apenas após 2034.
- Essa posição contrasta com a expectativa da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que sugere a possibilidade de adesão antes de 2030.
- A Ucrânia formalizou seu pedido de adesão em fevereiro de 2022, após a invasão russa, e busca atender a condições para se tornar membro do bloco.
- Merz destacou que a prioridade é encerrar a guerra e que a reconstrução da Ucrânia levará tempo, impactando as metas econômicas da UE.
- As reformas necessárias para a adesão incluem combate à corrupção e regulamentações agrícolas, o que se torna mais desafiador devido à guerra em curso.
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou que a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) deve ocorrer apenas após 2034, em uma posição que contrasta com a expectativa da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que sugeriu um possível ingresso antes de 2030. A Ucrânia formalizou seu pedido de adesão em fevereiro de 2022, após a invasão russa, e agora busca atender a diversas condições para se tornar membro do bloco.
Merz enfatizou que a prioridade atual é encerrar a guerra e que a reconstrução da Ucrânia levará tempo, o que pode impactar as metas econômicas da UE. Ele afirmou que o processo de adesão pode levar “vários anos”, refletindo a complexidade das reformas necessárias, que incluem combate à corrupção e regulamentações agrícolas.
Expectativas Divergentes
A declaração de Merz contrasta com a de von der Leyen, que, em uma coletiva de imprensa em Kiev, destacou que, se a Ucrânia mantiver o ritmo e a qualidade das reformas, a adesão poderia ocorrer antes de 2030. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também reforçou que a entrada da Ucrânia no bloco seria uma garantia de segurança para o país.
Desde 2019, a Ucrânia incorporou em sua Constituição o objetivo de aderir à UE e à OTAN. No entanto, o desejo de ingressar na aliança militar ocidental é visto como um dos fatores que desencadearam o conflito com a Rússia, que considera essa expansão uma ameaça à sua segurança nacional.
As reformas exigidas para a adesão à UE são complexas e incluem questões que vão desde a regulamentação alfandegária até a transparência governamental, o que se torna ainda mais desafiador em meio à guerra em curso.
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