- O papa Leão XIV conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em 18 de outubro de 2023.
- O papa pediu um cessar-fogo em Gaza após um ataque israelense à Igreja da Sagrada Família, que ocorreu em 17 de outubro e resultou em três mortos e feridos, incluindo o padre Gabriel Romanelli.
- O Vaticano informou que o papa estava em sua residência de verão na Itália durante a conversa.
- O papa expressou preocupação com a situação humanitária em Gaza, especialmente em relação a crianças, idosos e doentes.
- Na mesma semana, líderes cristãos denunciaram ataques de colonos israelenses a locais sagrados na Cisjordânia, aumentando a violência na região.
O papa Leão XIV conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta sexta-feira, 18, pedindo um cessar-fogo em Gaza após um ataque israelense à Igreja da Sagrada Família. O incidente, ocorrido na quinta-feira, 17, resultou na morte de três pessoas e deixou o padre Gabriel Romanelli ferido. O Vaticano informou que o papa estava em sua residência de verão na Itália durante a conversa.
O Santo Padre reiterou seu apelo por negociações e proteção aos locais de culto, além de expressar preocupação com a situação humanitária em Gaza, que afeta principalmente crianças, idosos e doentes. O ataque à igreja, que abrigava cerca de 400 pessoas, gerou condenações internacionais. Netanyahu reconheceu que uma munição israelense atingiu o local, lamentando o ocorrido como uma “munição perdida”.
Aumento da Violência
Na mesma semana, líderes cristãos denunciaram ataques de colonos israelenses a locais sagrados na Cisjordânia. O patriarca ortodoxo grego de Jerusalém, Teófilo III, relatou que colonos incendiaram casas e atacaram uma igreja do século V em Taybeh. O cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Católico Romano de Jerusalém, destacou que o medo da violência tem levado muitos cristãos a deixar a região.
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023, a violência na Cisjordânia aumentou significativamente, com uma média de mais de cem ataques mensais, conforme levantamento da ONG Open Doors. A região abriga cerca de 50.000 cristãos palestinos, que vivem em áreas com importantes locais sagrados, como Belém.
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