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Gonet solicita tornozeleira para Bolsonaro após ameaça de sanções de Marco Rubio

Procurador-geral da República pede tornozeleira eletrônica para Jair Bolsonaro devido a ameaças e risco de fuga em investigação.

Paulo Gonet é procurador-geral da República (Foto: Antonio Augusto - 12.jun.2024/MPF)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, estão sendo investigados por obstrução da justiça em um processo penal relacionado a um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu medidas restritivas adicionais, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, devido a ameaças feitas por Eduardo e a possibilidade de sanções dos Estados Unidos.
  • Gonet argumenta que as ameaças de Eduardo se intensificaram após declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre sanções ao Brasil.
  • A Polícia Federal realizou buscas nos endereços de Bolsonaro, que agora deve permanecer em casa à noite e nos fins de semana.
  • A defesa de Bolsonaro criticou as medidas, alegando que foram impostas com base em atos de terceiros e que não há indícios que justifiquem a restrição de liberdade.

O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, estão sob investigação por tentativas de obstruir a justiça em um processo penal relacionado a um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022. O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, solicitou medidas restritivas adicionais, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, devido a ameaças feitas por Eduardo e a possibilidade de sanções dos Estados Unidos.

Em uma manifestação de 14 páginas protocolada no Supremo Tribunal Federal, Gonet argumenta que as ameaças de Eduardo se tornaram mais graves após declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que indicou a possibilidade de sanções ao Brasil. O procurador destacou que as medidas anteriores, como a apreensão do passaporte de Bolsonaro, não são suficientes para evitar uma possível fuga do ex-presidente.

Na sexta-feira, 18 de agosto, a Polícia Federal realizou buscas nos endereços de Bolsonaro, que agora deve permanecer em casa à noite e nos fins de semana. O procurador alega que tanto Jair quanto Eduardo têm promovido ações para obstruir o andamento do processo, com Eduardo utilizando redes sociais para alcançar o público internacional e tentar influenciar autoridades estrangeiras.

Gonet também mencionou um repasse de R$ 2 milhões feito por Jair a Eduardo, enquanto este se encontrava nos EUA, como evidência de uma colaboração entre pai e filho para sustentar uma ofensiva política no exterior. O procurador relaciona essa movimentação financeira com a intensificação das ações intimidatórias de Eduardo, que visam interferir nas investigações que envolvem Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente criticou as medidas cautelares, alegando que foram impostas com base em atos de terceiros e que não há indícios que justifiquem a restrição de liberdade. A defesa também questionou a proibição de comunicação entre Jair e Eduardo, considerando-a uma violação de direitos fundamentais.

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