- A primeira cúpula do Grupo de La Haya ocorreu na Colômbia, reunindo oito países do Sul Global para discutir um alto-fogo em Gaza.
- A relatora da ONU, Francesca Albanese, destacou que mais de 58 mil palestinos morreram desde o início do conflito em outubro de 2023.
- Albanese, sancionada pelos Estados Unidos, criticou a cumplicidade de mais de 60 empresas no conflito, sugerindo que países cortem relações com Israel.
- A cúpula resultou em acordos entre Colômbia, Bolívia e Malásia para impedir o fornecimento de armas a Israel e barrar a entrada de navios militares israelenses.
- Albanese reafirmou seu compromisso com os direitos humanos e denunciou a falta de ação da União Europeia em relação a Israel.
A primeira cúpula do Grupo de La Haya ocorreu na Colômbia, reunindo oito países do Sul Global para discutir medidas que pressionem Israel a aceitar um alto-fogo em Gaza. A relatora da ONU, Francesca Albanese, destacou a urgência da situação, onde mais de 58 mil palestinos já perderam a vida desde o início do conflito em outubro de 2023.
Albanese, que já havia sido sancionada pelos Estados Unidos, criticou a cumplicidade de empresas no conflito, sugerindo que países cortem relações diplomáticas e econômicas com Israel. Em seu mais recente relatório, ela denunciou mais de 60 empresas por serem cúmplices do que chamou de “maquinário colonial israelense”. Entre as mencionadas estão Blackrock, Vanguard, e empresas colombianas e espanholas.
A relatora enfatizou que a responsabilidade não deve recair apenas sobre as empresas, mas também sobre os Estados que mantêm relações com Israel. “Todos os que mantêm vínculos com um Estado acusado de genocídio violam o direito internacional,” afirmou Albanese, que também criticou a falta de ação da União Europeia em sancionar Israel, apesar das evidências de violações humanitárias.
A cúpula em Bogotá resultou em acordos entre países como Colômbia, Bolívia e Malásia para impedir o fornecimento de armas a Israel e barrar a entrada de navios militares israelenses em seus portos. Albanese reconheceu que essas ações são um passo, mas ainda insuficientes. “Nunca estarei satisfeita, sempre podemos ser mais audaciosos,” declarou.
A pressão sobre Albanese aumentou, com ameaças à sua segurança e críticas severas da administração Trump, que a acusou de promover “antisemitismo descarado.” Apesar disso, a relatora reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e a luta contra o que considera um genocídio em Gaza. “Não vou ceder à pressão dos EUA,” concluiu Albanese, ressaltando a necessidade de um debate aberto sobre as acusações que enfrenta.
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