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Linha de trem de alta velocidade registra morte a cada duas semanas nos EUA

Brightline enfrenta críticas por segurança após 182 mortes desde 2018 e mantém narrativa de culpa às vítimas, apesar de novas cercas.

Linha de trem de alta velocidade nos EUA tem um morto em atropelamento a cada duas semanas (Foto: Divulgação)
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  • A Brightline, linha de trem de alta velocidade na Flórida, registrou 182 mortes desde 2018, tornando-se a mais letal dos Estados Unidos.
  • A empresa começou a instalar 53 quilômetros de cercas após receber um subsídio federal, mas ainda culpa as vítimas pelos acidentes.
  • Investigações revelam que 59% das mortes não foram classificadas como suicídio, contrariando a afirmação da empresa.
  • O presidente da Brightline, Patrick Goddard, atribui a maioria das fatalidades a suicídios ou uso de drogas.
  • Os trens operam entre 127 km/h e 177 km/h, e o único trecho sem mortes é o que vai até Orlando, que é totalmente cercado.

A Brightline, linha de trem de alta velocidade na Flórida, é considerada a mais letal dos Estados Unidos, com 182 mortes desde 2018. Isso representa uma média de uma morte a cada 13 dias. Além disso, 99 pessoas ficaram feridas em acidentes nos trilhos, com 101 colisões adicionais sem vítimas fatais. A primeira fatalidade foi a de Maddie Brunelle, de 18 anos, que foi atingida pelo trem após deixar uma clínica. Sua mãe, Amy Brunelle, critica a falta de segurança nas proximidades dos trilhos.

A empresa tem enfrentado críticas por sua postura de culpar as vítimas pelos acidentes. Em 2018, o deputado Brian Mast pediu que a Brightline assumisse a responsabilidade, em resposta a declarações que responsabilizavam pedestres e ciclistas. O presidente da Brightline, Patrick Goddard, afirmou que a maioria das mortes era resultado de suicídios ou uso de drogas. No entanto, investigações indicam que 59% das mortes não foram classificadas como suicídio, com apenas 41% reconhecidas como tal.

Medidas de Segurança

Após receber um subsídio federal, a Brightline começou a instalar 53 km de cercas e sinalizações. O vice-presidente da empresa, Michael Lefevre, destacou que cercas adequadas podem direcionar pedestres para travessias seguras. Apesar disso, a empresa ainda mantém a narrativa de que as vítimas são responsáveis por suas escolhas.

Os trens operam em velocidades que variam entre 127 km/h e 177 km/h, e o único trecho sem mortes desde sua abertura em 2023 é o que vai até Orlando, que é totalmente cercado. A Brightline reafirma que a segurança é sua prioridade, mas continua a enfrentar críticas por não adotar práticas de segurança mais rigorosas.

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