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Hugo Motta apresenta proposta polêmica contra Lula na Câmara dos Deputados

Hugo Motta aprova projeto que retira R$ 30 bilhões do Fundo Social, criando obstáculos à governabilidade de Lula.

Hugo Motta e Eduardo Cunha. (Foto: Evaristo Sá/AFP)
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  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, aprovou um projeto que retira R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal.
  • A quantia será destinada à rolagem de dívidas rurais, sendo considerada uma “pauta-bomba”.
  • Motta, aliado de Eduardo Cunha, busca dificultar a governabilidade do presidente Lula.
  • A aprovação ocorreu após Lula vetar uma lei que ampliava o número de deputados, medida apoiada por Motta.
  • O aumento das cadeiras na Câmara foi impulsionado por uma proposta da deputada Dani Cunha, filha de Eduardo Cunha.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adotado estratégias semelhantes às de seu mentor, Eduardo Cunha, para dificultar a governabilidade do presidente Lula. Recentemente, Motta aprovou um projeto que retira R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal, destinando a quantia para a rolagem de dívidas rurais. Essa manobra é vista como uma “pauta-bomba”, reminiscente das táticas de Cunha durante o impeachment de Dilma Rousseff.

A aprovação do projeto ocorreu após Lula vetar uma lei que ampliava o número de deputados, uma medida que Motta apoiou para beneficiar sua base eleitoral. O aumento das cadeiras na Câmara foi impulsionado por uma proposta da deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ), filha de Eduardo Cunha, e aprovada em 25 de junho. Essa mudança visava evitar perdas para estados como Paraíba e Rio de Janeiro, onde Motta e Cunha têm forte influência.

Contexto Político

Eduardo Cunha, que presidiu a Câmara entre fevereiro de 2015 e maio de 2016, foi um dos principais articuladores do impeachment de Dilma. Durante seu mandato, ele utilizou a Câmara para pressionar o governo e acelerar projetos que impunham gastos, como a vinculação de aposentadorias ao salário mínimo. A estratégia de Cunha, no entanto, culminou em sua cassação em setembro de 2016, após mentir em uma CPI da Petrobras.

Motta, que foi um dos aliados mais próximos de Cunha, agora parece seguir os mesmos passos, utilizando sua posição para criar dificuldades ao governo atual. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que restabeleceu pontos do decreto sobre o aumento do IOF, também serve como combustível para as ações de Motta, que busca fortalecer sua base e garantir a manutenção de sua influência na Câmara.

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