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Ceasa se transforma em ponto de encontro para produtores e consumidores locais

Programa Caminhos da Inclusão em Minas Gerais fortalece a agricultura familiar, com mais de cem produtores cadastrados e foco na regularização sanitária.

Pioneira. Desde junho, a central de abastecimento de Uberlândia permite a venda direta de produtos desse segmento – (Foto: Redes Sociais/Ceasa Minas/GOVMG)
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  • A agricultura familiar no Brasil é responsável por 65% dos alimentos consumidos.
  • O programa Caminhos da Inclusão, em Minas Gerais, facilita a venda de produtos da agricultura familiar, priorizando grupos como assentados da reforma agrária, quilombolas e indígenas.
  • Desde junho, mais de cem produtores se cadastraram no programa, que busca a regularização sanitária para acesso a mercados.
  • Em Uberlândia, 38 agricultores já vendem seus produtos, e novos entrepostos da Ceasa (Centrais de Abastecimento) iniciarão atividades em agosto.
  • O programa enfrenta desafios, como a dificuldade de inserção no mercado e a certificação sanitária, segundo representantes do setor.

No Brasil, a agricultura familiar responde por 65% dos alimentos consumidos, enquanto grandes fazendeiros dominam o agronegócio voltado à exportação. Para ampliar o acesso a produtos saudáveis, o governo e movimentos sociais têm promovido iniciativas. Em Minas Gerais, o programa Caminhos da Inclusão, em parceria com a Ceasa e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), visa facilitar a venda de produtos da agricultura familiar, priorizando grupos como assentados da reforma agrária, quilombolas e indígenas.

Desde junho, mais de cem produtores já se cadastraram no programa, que busca a regularização sanitária como um passo fundamental para que agroindústrias de pequeno porte acessem os principais mercados. Em Uberlândia, 38 agricultores já comercializam seus produtos, e outros dois entrepostos da Ceasa, em Governador Valadares e Contagem, iniciarão as atividades em agosto. Uma horta comunitária será inaugurada em Valadares, com foco na venda do excedente.

Ludmila Ribeiro, produtora em Uberlândia, relata que, após ingressar na Ceasa, sua produção aumentou quatro vezes. O contato direto com comerciantes e consumidores possibilitou novos contratos e uma demanda mais constante. Vagner Rodrigues, do MST, destaca a importância do projeto para a saúde e o meio ambiente, enfatizando a produção agroecológica sem defensivos químicos.

O programa também enfrenta desafios, como a inserção no mercado. Fábio Nunes, da Cooperativa Camponesa Central de Minas Gerais, aponta que a agricultura familiar organiza a produção, mas ainda encontra dificuldades para acessar canais de venda. O MDA busca identificar gargalos na certificação sanitária, considerando as especificidades das cadeias produtivas. A secretária nacional de Abastecimento do MDA, Ana Terra Reis, afirma que cooperativas que participam de programas governamentais devem estar inseridas nos processos de inclusão sanitária.

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